Três da manhã, sou acordada por um ruído seguido de um F...-se!
dito por uma voz masculina alto e bom som. Imagino que foi mais um estampanço
no cruzamento. Como tenho de me levantar para ir à casa de banho esvaziar a
bexiga ou não vou conseguir readormecer, resolvo ir à janela espreitar o que
aconteceu. No meio do cruzamento está parada uma carrinha da polícia com as luzes azuis ligadas a girar
e pelo menos uns doze polícias estão por
ali. No chão uma mota tombada e um homem deitado. Dois polícias levantam a mota
e levantam o homem e levam ambos para o passeio do outro lado. Um deles diz “Calado!
Nem uma palavra! Nem uma!”. Outros dois, com papeladas na mão, atravessam a rua
para o passeio do lado de cá e falam para alguém que está fora do meu raio de
visão “De quem é a mota?”. A mota caída estava virada para baixo, a carrinha da
polícia virada para cima, e o homem que estava deitado no chão ao pé da mota não
tinha capacete. Não sei se os gajos da mota tiveram o azar de cruzar com a
carrinha da polícia e cairam com o susto, ou se estavam a ser perseguidos pela
carrinha da polícia e cairam ao tentar fazer uma manobra manhosa para inverter
o sentido da marcha e fugir. Também não sei se além da falta de capacete de um
deles havia mais prevaricações, às tantas até a mota era uma prevaricação, isto
é, roubada. E não percebi porque é que um deles não podia dizer nem uma palavra
enquanto que o outro (o condutor?) era interrogado. Desisti de perceber. Fui à
casa de banho e voltei para a cama.
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sábado, 7 de maio de 2016
sábado, 5 de dezembro de 2015
A MINHA RUA É UM FARWEST - Dia de confusões
Pelas 10H30 estava a preparar-me para sair de casa quando
ouvi sirenes de bombeiros a pararem aqui perto. Como sempre que isto acontece,
não vá ser caso para eu fugir, fui à janela ver o que se passava. O carro dos
bombeiros estava parado em frente ao prédio aqui ao lado e dele saltaram meia dúzia
de bombeiros aos quais se dirigiu uma senhora muito aflita a dizer “É aquela
janela, é aquela janela!”. Ouvi um dos bombeiros responder-lhe “Calma, calma,
explique-nos lá o que se passa.” E entraram todos no prédio, senhora e
bombeiros. Nesse momento chegou também uma ambulância. Saí da janela (não era
caso para eu fugir) e passados alguns minutos saí de casa. Andei uns 100 metros
para o lado oposto ao do prédio onde estavam os bombeiros para ir aos
contentores da reciclagem e voltei para trás porque o meu destino era para o
outro lado. Quando passei ao pé do prédio ainda estavam lá parados em frente o
carro dos bombeiros e a ambulância, não havia fumo, nem fogo, nem cheiro a gás,
não sei o que se passou, só imagino que alguém, ou velho e xéxé, ou muito
criancinha, ou suicidário, se tenha trancado num quarto da casa e recusasse ou
não pudesse sair de lá.
Quando regressei pela hora de almoço passei em frente à
colectividade que promove a Marcha do Alto do Pina. Havia festa, montes de
gente engalanada se dirigia para lá saída de automóveis estacionados por tudo o que era sítio, incluindo as paragens do autocarro. O passeio em frente à porta da
colectividade estava vedado com grades e fitas e lá no meio um grande assador
com um enorme porco a grelhar no espeto, espalhando cheiro de porco assado por
vários metros ao redor. Se eu morasse no perímetro empestado de cheiro a porco
assado ia lá pedir para me darem almoço, já que levava com o cheiro da comida
era justo ter também direito a comê-la.
Já a meio da tarde comecei a ouvir uma data de vozes, na
rua, “Vira tudo para a direita!”, “Vire as rodas, para o outro lado, para o
outro lado!”, “Agora venha para trás, pode vir, pode vir, pode vir, alto!”, “Agora
para a frente, vire as rodas para a esquerda!”, as vozes sobrepunham-se, uma
confusão. Imaginei a cena mesmo antes de ir à janela vê-la mas ainda era melhor
do que eu tinha imaginado. Uma condutora, obviamente com muito pouco jeito para
manobras, tentava tirar o automóvel do estacionamento com muito pouco espaço
porque estava entalado entre outros dois. A manobra não era impossível mas era
de facto difícil. E as ordens e contra-ordens que lhe eram dadas, em altos
brados e simultaneamente, por: as duas acompanhantes dela, três passantes (dois
homens e uma mulher, moradores aqui na vizinhança próxima) e ainda duas velhotas nas janelas de dois andares do prédio
em frente ao meu, só confundiam cada vez mais a senhora que andava com o automóvel
para trás e para a frente, rodas para a esquerda, rodas para a direita, sem
nunca conseguir colocá-lo na única posição em que podia sair. Fiquei na janela (como
as velhotas, mas não gritei ordens, fiquei caladinha, só a observar). Finalmente
a condutora desistiu, deu umas apitadelas valentes e depois saiu do carro e
atacou no plano B, tentar saber de quem eram os outros automóveis para pedir
que os afastassem para lhe dar espaço para tirar o dela sem manobras. Poucos
minutos depois o dono de um dos automóveis saiu do mesmo prédio onde as
velhotas estavam às janelas a mandar “bitaites” para a manobra e recuou o automóvel
uns metros dando-lhe espaço de sobra para tirar o dela.
terça-feira, 6 de outubro de 2015
A MINHA RUA É UM FARWEST - A culpa foi sua
No pedaço de rua onde eu moro o passeio de um dos lados é
larguíssimo e metade dele é usado como estacionamento. Nunca percebi se é
estacionamento legal ou ilegal porque se, por um lado, os pequenos postes metálicos
que impedem o acesso dos automóveis aos passeios estão, desse lado da rua,
colocados a meio do passeio, permitindo aos automóveis o acesso à metade de
fora do passeio, por outro lado a PSP aparece de quando em vez e bloqueia
todos os automóveis que aí estão estacionados. Esta manhã, pelas 8H30, uma
jovem que estava a sair com o seu carro, em marcha trás, do tal “não sei se é
estacionamento ou não”, bateu noutro carro, que circulava na rua, conduzido por
um jovem. Não vi o momento do embate e os estragos não são por aí além, só um
pedacinho de chapa ligeiramente amolada no carro que ia a passar. A mim, dado a
amolgadela ser no pára-lamas da roda traseira do carro que circulava na rua,
parece-me evidente que a responsabilidade é da jovem que estava a sair de
marcha-atrás do estacionamento, agravada pelo facto do estacionamento para a
polícia não ser estacionamento ou não viriam bloquear os automóveis de vez em
quando. Mas ela não assumiu a responsabilidade e lá ficaram, primeiro a
discutir, depois à espera da polícia que levou mais de 2 horas para chegar. Ainda
lá estão, agora já com a polícia. E entretanto os autocarros da carreira que
passa aqui na rua vão fazendo fila porque se os automóveis conseguem continuar
a passar mesmo tendo de fazer algumas manobras perigosas, os autocarros não
conseguem mesmo passar. E suspeito que a jovem que ia a sair do estacionamento
não só vai ter de assumir os estragos que fez no outro automóvel como ainda vai
pagar uma multa por estacionamento em local proibido.
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
BANALIDADES - A rapariga da camisola azul
Meia-noite e meia. Fui para a janela observar a rua enquanto
aguardava que o meu computador finalizasse umas actualizações para poder
desligá-lo e ir dormir. Mal cheguei à janela vi-a a atravessar a rua do lado do
meu prédio para o outro lado. Aparentava uns vinte e tal, trinta anos. Vestia
uma saia branca, justa, com um comprimento ligeiramente acima dos joelhos, uma
camisola polo de mangas compridas azul escura e uns mocassins pretos rasos. Não
usava nenhuma carteira, nem saco, nem mala. Se tinha algum objecto com ela.
tinha de ser algo suficientemente pequeno para estar enfiado em algum bolso ou
fechado na mão. Era morena com cabelo preto liso a rasar os ombros e
aparentemente bem tratado. Quando chegou ao outro lado da rua olhou para um dos
prédios e disse “Olá! Olá!”. Pensei que estava a falar para alguém numa das
janelas mas olhando o prédio percebi que todas as janelas estavam com as
persianas fechadas e que o mesmo acontecia no prédio ao lado. Ela entretanto
deu uns passos e ficou em frente desse outro prédio, parada no meio do passeio, de braços cruzados,
olhando para um lado e para o outro e fixando insistentemente todas as (poucas)
pessoas que passavam até desaparecerem do seu raio de visão. Depois caminhou
pelo passeio para o outro lado. E parou em frente à porta de outro prédio,
olhando a porta, e lá ficou uns bons minutos. Depois continuou a caminhar,
lentamente e de forma errática, pelo passeio, pelo meio da rua, de um lado da
rua, depois do outro. Até que parou em frente a outro prédio já a bastante
distância daqui. Enquanto ela estava aí “plantada” vi aparecer vindo do
cruzamento um homem. Que mal virou aqui para a rua se escondeu no vão da porta
de um café àquela hora encerrado. Depois atravessou a rua para o lado do meu
prédio e começou a caminhar em passos lentos e rentinho à parede. Tive a
sensação de que estava a observar a rapariga sem querer ser visto por ela.
Quando ele se aproximou aqui do prédio tive quase certeza absoluta porque ele
foi lentamente até à beira do passeio espreitar (do meio do passeio não
conseguia ver o ponto onde ela se encontrava porque há uns prédios que têm uns
jardins na frente cujos muros e arbustos tapam a visão). E também percebi que o
conhecia. É filho, e ajudante, de um pedreiro que mora numa rua aqui próxima e
que algumas vezes fez obras em casa duma amiga minha que mora aqui. Conheço-o
porque já várias vezes o encontrei quando estava com essa minha amiga, e fixei-o
porque tem uma figura fácil de fixar, é muito alto e magro com cabelos
encaracolado e barba, e vejo-o várias vezes a circular por aí. Ele voltou para
trás, sempre rente às paredes, parou um bom bocado a uns dois prédios daqui e
depois voltou a atravessar a rua e a esconder-se na porta do café e poucos
minutos depois foi-se embora por onde tinha vindo. Todo este tempo a rapariga
esteve sempre parada no mesmo sítio. Pouco depois de ele ter ido embora ela
recomeçou a sua caminhada lenta e errática desta vez de lá para cá. Às tantas
um automóvel comercial parou em frente a uma padaria que fica a quatro ou cinco
prédios de distância do mesmo lado da
rua do meu prédio. Ela circundou o automóvel por duas ou três vezes, primeiro
ainda com o ocupante dentro do automóvel, depois já com ele fora do automóvel a
retirar coisas da carga. Finalmente dirigiu-se a ele. E quando ele se dirigiu
ao prédio com a carga ela foi atrás. Por causa dos muros e arbustos que já
referi eu, apesar de estar de alto, também não consigo ver as entradas desse prédio
que fica imediatamente a seguir. E o meu computador tinha entretanto terminado as
actualizações e eu fui dormir.
(Saravá Pedro Homem de Melo autor de "O rapaz da camisola verde" que me inspirou para o título desta publicação).
(Saravá Pedro Homem de Melo autor de "O rapaz da camisola verde" que me inspirou para o título desta publicação).
sábado, 13 de junho de 2015
A MINHA RUA É UM FARWEST - A minha marcha é linda!
A marcha do Alto do Pina foi a marcha vencedora da edição das marchas populares de Lisboa deste ano. Não sei onde (felizmente) estiveram até às 7 da manhã mas desde essa hora que grupos de marchantes e apoiantes, vestidos com as T-shirts da colectividade, circulam pelo bairro a gritar, a cantar, a buzinar em automóveis. O que mais gostei foi o reportório que usam, "Alto do Pina, olé!", "Alto do Pina, o maior de Portugal!", "E é, e é, e é, Alto do Pina é que é!" e... "Atirei o Pau ao Gato" e Hino Nacional.
quinta-feira, 11 de junho de 2015
A MINHA RUA É UM FARWEST - Pocotó-pocotó-pocotó!
5 da manhã. Sou acordada por um pocotó-pocotó-pocotó na rua. Um cavalo a galope? Em plena cidade de Lisboa? Algum maluco que tem um cavalo e resolve aproveitar as horas mortas de trânsito para galopar pelas ruas? Ainda nem tive tempo de voltar a adormecer, pocotó-pocotó-pocotó! Os únicos cavalos que alguma vez vi em Lisboa (além dos da procissão da Senhora da Saúde) são de patrulhas da GNR, passavam em outras ruas onde morei, mas andavam a passo ou a trote ligeiro e nunca às 5 da manhã. E de novo, pocotó-pocotó-pocotó! Penso em levantar-me e ir à janela ver se o pocotó-pocotó-pocotó é mesmo um cavalo a galope, ou apenas um som proveniente de algum emissor de "sound-effects", (há uns parvos por aí com buzinas que são relinchos de cavalo, quem sabe se também há buzinas que são galope de cavalo?). Mas não me apetece levantar e ser um levantar em vão por o pocotó-pocotó-pocotó nem voltar a ouvir-se. Mas volta a ouvir-se, mais duas ou três vezes ouvi o pocotó-pocotó-pocotó, parece algum cavaleiro que anda às voltas, galopando com o seu cavalo, e passa aqui na rua a cada volta. Não fui ver. Mas se voltar a acontecer irei logo ao primeiro pocotó-pocotó-pocotó.
quarta-feira, 6 de maio de 2015
A MINHA RUA É UM FARWEST - Blaaammm!!! Blaaammm!!!
Agora mesmo, BLAAAMMM!!! BLAAAMMM! foi o que ouvi sentada na minha sala. Suspeitei que teria sido um estampanço no cruzamento aqui perto. Fui à janela. E... exactamente! Mas estranhamente em vez de dois, (ou três, dada a sucessão de Blaaammm's), carros batidos só vejo um carro com a traseira bem enfiada num poste. E já um monte de gente à volta e até um polícia. Que só podia ir a passar, ou estar por perto por outra razão, pois desde os Blaaaammm's até eu espreitar à janela não deu tempo de ninguém chamar a polícia nem, muito menos, da polícia chegar. Mas certamente houve outro carro interveniente no estampanço que deve estar já na rua que cruza com esta, não visível da minha janela, e que deve ter dado uma porrada no que está enfiado no poste, cujo condutor perdeu o controlo com a pancada e enfiou o carro no poste. Só assim se explicam os dois Blaaammm's, o primeiro entre os dois carros o segundo do carro no poste. E também certamente alguém ignorou um sinal vermelho, o cruzamento tem semáforos e estão a funcionar, ou a proibição de virar à esquerda para entrar aqui na rua. Condutores bestas quadradas e um perigo para os peões, o poste está no passeio na zona onde os peões esperam para atravessar, algum peão podia ter sido facilmente atingido. Por sorte parece que não estava lá nenhum e também ninguém nos automóveis ficou ferido, não vi ninguém a ser acudido nem veio nenhuma ambulância, só mais polícia e bombeiros para limparem a rua, foi só lata, mas o estrago de lata foi e tanto pelo menos no automóvel que está a "abraçar" o poste.
sábado, 2 de maio de 2015
A MINHA RUA É UM FARWEST - Quer partir o ginásio
Agora à tarde um sarrabulho de todo o tamanho na rua. Entre um
homem e uma rapariga. Deu para perceber que eram pai e filha. E que o homem
estava – está (a cena ainda não teve o ponto final) – com uma grande bebedeira.
Gritaram, bateram-se, insultaram-se. Isto tudo em frente ao ginásio que há no
prédio aqui ao lado, e que o homem ameaçava que ia partir, e perante uma
montanha de outras pessoas, homens e mulheres, que o seguravam quando a coisa
se descontrolava. Às tantas apareceu uma mulher, em passo acelerado pela rua
fora e foi meter-se na confusão, era a mulher/mãe daquela família maravilha. Os
insultos e as agressões passaram a ser a três, o homem contra a filha e a
mulher, e as ameaças de que ia partir o ginásio continuavam. Puseram uma data
de alarmes de carros a tocar porque iam contra eles, a rapariga ia embora e ele
acalmava um pouco mas ela logo voltava para trás e recomeçava a confusão. Finalmente,
não sei como, elas desistiram e foram embora e poucos minutos depois chegou a
polícia. Agora a polícia já foi embora e ele está já longe do ginásio
acompanhado de um grupo dos homens que estavam à volta da cena, e da filha que
reapareceu, mas está parado mais à frente a desatinar, suponho que com o ginásio,
dados os gestos largos com que para ele aponta. Não sei se ele não gosta que a
filha frequente o ginásio, ou o que tem contra o ginásio mas cheira-me que a
cenaça ainda não vai ficar por aqui.
Entretanto adorei um pormenor desta situação, a borrachona
do prédio aqui da frente, que agora tem andado muito calminha mas que já fez
montes de cenas do género, esteve todo o tempo na varanda contemplando a confusão
com um sorriso condescendente como se nunca na vida tivesse tido um
comportamento igual.
A MINHA RUA É UM FARWEST - Cheiro a gasolina
Ontem por volta da meia-noite comecei a sentir cheiro a
gasolina. Pensei que teria sido de algum carro que tivesse passado mas o cheiro
em vez de desaparecer foi-se intensificando e quando fui à janela o cheiro na
rua era intensíssimo. Não percebi a origem mas achei que o melhor era ligar
para a polícia ou para os bombeiros pois um cheiro tão intenso a gasolina tinha
de ter alguma origem anormal. Mas alguém já os tinha chamado pois nesse momento
apareceram bombeiros e polícia. E pararam ao pé de um carro estacionado a dois
prédios de distância. Não consegui perceber o que fizeram porque as árvores da
rua, nesta época bem copadas, me tapam a visão. Mas às tantas o cheiro já era
também a queimado e deu para perceber que os bombeiros andaram a espalhar na
rua o pó branco que usam para absorver gasolina ou óleo. Algum tempo depois os
cheiros a gasolina e a queimado tinham desaparecido e bombeiros e polícia foram embora. Por
coincidência hoje de manhã quando fui abrir a janela ao acordar e espreitei
para a rua vi dois fulanos com um bidão e um funil a porem gasolina no dito
carro e arrancarem com ele. Quando saí de casa algum tempo depois não havia
nenhum carro estacionado naquele lugar e dava para ver uma mancha de queimado e
o tal pó branco usado pelos bombeiros. Não faço ideia do que aconteceu?!?!?
Pelo menos o automóvel funcionava.
segunda-feira, 16 de março de 2015
A MINHA RUA É UM FARWEST - Leva tudo à frente
Na noite de sábado para domingo acordei com um estrondo
pelas 3 da manhã. Como foi o estrondo que me acordou não consegui perceber que
tipo de estrondo tinha sido e como o que ouvi a seguir foram várias vozes a
falar alto presumi que seria um bando de bêbedos a virar caixotes de lixo, ou
algo no género, e nem me dei ao trabalho de me levantar para ir cuscar à janela
a origem do estrondo, voltei a adormecer rapidamente e não houve mais ruídos que
voltassem a acordar-me.
Mas no domingo de manhã, ao sair de casa, descobri o que
tinha originado o estrondo. Um automóvel que devia vir a uma velocidade tal (e
provavelmente com um condutor alcoolizado) que conseguiu deitar abaixo dois
marcos, que sinalizam os passeios centrais que separam os sentidos de trânsito
junto ao cruzamento, e dois semáforos instalados nos mesmos passeios. Ou seja
foi a direito por cima do passeio central aqui da rua e ainda passou por cima
do topo do passeio central da rua que cruza com esta levando à frente os marcos
e os semáforos. Já não havia vestígios do carro – ou carros, se vinha algum a
passar no cruzamento também há-de ter ido à frente do louco como os marcos e os
semáforos – à excepção de uns caquitos de vidro junto às bermas, mas havia funcionários
da câmara a reporem os marcos e os semáforos e uma grande extensão de rua
coberta do pó branco que os bombeiros usam para absorver óleos derramados.
Há-de ter sido um acidente e tanto, e de certeza que vieram
bombeiros e ambulâncias, e polícias e reboques, que eu não ouvi porque já estou imune aos “tinonins”
que passam naquele cruzamento, um eixo de ligação entre a parte oriental e a
parte central da cidade, que são imensos todas as noites, toda a noite, só
acordo com” tinonins” se passarem aqui mesmo à porta, o que é raro. E as vozes
que ouvi, depois de ter sido acordada pelo estrondo, devem ter sido de pessoas que
iam a passar, a pé ou noutros automóveis, e assistiram ao acidente, já que
depois de um estrago daqueles certamente que as pessoas envolvidas não sairiam
a falar alto no momento seguinte ao estrondo.
sábado, 27 de setembro de 2014
A MINHA RUA É UM FARWEST - Tinonim- tinonim-tinonim
Ontem, eram cerca de 11 da noite oiço uma sirene dos bombeiros a aproximar-se e várias vozes a gritar "Aqui! Aqui! Aqui!". A sirene calou-se e eu corri para a janela como sempre faço em casos que tais a ver se preciso de fugir. Um carro de bombeiros estava parado a dois prédios de distância, com os bombeiros a sairem, e havia um ajuntamento de umas 10 pessoas no local. Cheirava a plástico queimado que tresandava mas não vi nem fumo nem labaredas. Depois de ter ido fechar a janela do quarto antes que ficasse empestado com aquele cheirete, voltei à janela da sala. Percebi então que o que estava a arder, em fogo lento, sem chamas e (quase) sem fumo era um sofá que estava no passeio encostado a uma árvore. Não percebi se era um sofá velho que, como de costume, alguém tinha largado na rua (há uns dois dias vi um naquele sítio), se era um sofá que alguém tinha tirado duma casa ou duma loja para a rua por estar a arder. Mas era o único incêndio que havia. Os bombeiros foram embora depois de terem apagado o fogo no sofá. Mas esta manhã vi a polícia à porta duma das lojas do prédio em frente ao qual estava ontem o sofá incendiado. Como vi tudo da minha janela, que é do mesmo lado da rua do prédio dos acontecimentos, não faço ideia se houve alguma relação entre eles ou se foram acontecimentos independentes. Como esta rua é mesmo um Farwest... ambas as hipóteses são de considerar!
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
A MINHA RUA É UM FARWEST - Muitos grãos na asa - Cena 10 - conclusão
A borrachona do prédio da frente, ontem, depois da gritaria intermitente sossegou. Estranhamente a noite até foi super tranquila e silenciosa, é muito rara a noite em que não sou acordada pelo menos uma vez, é o carro do lixo, é um bébé a chorar com grandes pulmões, são jovens a falar alto, a rir, a cantar, a gritar. E esta foi uma dessas raras noites, não houve nada a acordar-me, dormi seguidinho até à hora de me levantar. Persiste o mistério do porquê das cenaças da borrachona pois, pelos vistos, nem sempre que se emborracha faz cenaças.
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
A MINHA RUA É UM FARWEST - Muitos grãos na asa - Cena 10
A vizinha borrachona do prédio aqui em frente está a começar uma cena. Por enquanto ainda é só uma gritaria intermitente (ou que eu oiço intermitentemente?!?!) dentro de casa. Vamos ver se fica por aqui ou se vai ter continuação com lançamento de objectos da varanda, gritaria na rua, polícia e ambulância. Não percebo esta borrachona. Pelos vistos não bebe todos os dias ou fazia cenas todos os dias. Se não bebe todos os dias é porque (ainda) não é alcoólatra e portanto consegue controlar o que bebe. E se as bebedeiras quase sempre acabam mal para ela (já não falando no incómodo e perigo para os outros, os que coabitam com ela, os vizinhos, os passantes), sendo levada pela polícia ou magoando-se e indo de ambulância para o hospital, porque raio é que ela bebe mais do que a conta? Ou será que ela se emborracha todos os dias mas só algumas borracheiras dão para fazer cenas e as outras a deixam a dormir?
A gritaria intermitente continua mas está cada vez mais espaçada. Talvez com mais um copo caia para o lado a dormir e não chateie mais ninguém por hoje...
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
A MINHA RUA É UM FARWEST - Noite agitada
Primeiro veio uma ambulância do INEM, depois veio um carro médico do INEM, depois veio a polícia. Era cerca de meia-noite e eu preparava-me para ir dormir. Desisti da ideia. Todos estes carros parados aqui mesmo em frente às minhas janelas, VRAMM! PLAM! Abre portas, fecha portas, PLIM! NÓ! NÓ! dos rádios, e sirenes a tocar à chegada para passarem no cruzamento com a Alameda, era barulheira demais para eu conseguir dormir. Ao que parece alguém morreu num dos prédios aqui em frente. Não vi sair o cadáver, mas vi chegar um senhor, num carro cinzento, com uma grande pasta, que aposto, 99% de certeza, que era um cangalheiro. Por esta altura a ambulância, o carro médico e a polícia já tinham ido embora. Mas o sossego não durou muito tempo, logo a seguir ouvi novamente o ruído de um rádio e várias vozes. Outro carro da polícia aqui à porta. Ao que percebi alguém que estava a chegar aqui e a estacionar se apercebeu de que um carro estacionado mesmo aqui em frente tinha sido assaltado porque estava com a porta aberta e arrombada. O ladrão fez um trabalho silencioso, eu estava acordadíssima e não ouvi absolutamente nenhum ruído. Mais uma data de tempo de barulheira, rádios, conversas, a polícia a tentar localizar e contactar o proprietário do automóvel assaltado. Finalmente devem ter conseguido porque se fez silêncio e quando fui novamente espreitar à janela já tinham desaparecido quer o carro da polícia quer o carro assaltado. Finalmente pude ir dormir. Mas já eram 2 da manhã.
segunda-feira, 14 de julho de 2014
A MINHA RUA É UM FARWEST - Muitos grãos na asa - Cena 9
Era quase meia-noite quando comecei a ouvir a voz inconfundível da vizinha borrachona. Ela estava dentro de casa e não consegui perceber o que dizia. Passado pouco tempo ouvi um estrondo e uns "triz" de algo de vidro ou louça a quebrar. Fui à janela. A borrachona não estava visível mas na rua em frente ao prédio dela eram bem visíveis cacos de louça branca em grande quantidade. Fosse o que fosse que ela lançou da varanda do 3º andar onde mora era um objecto de dimensões apreciáveis pois a cacaria era muita. No passeio do lado do prédio onde moro estava um casal a olhar para a varanda da borrachona e a comentar que aquilo quase lhes ia caindo em cima, que era de loucos alguém atirar coisas assim para a rua. Presumo que eles fossem a passar no passeio do outro lado e que tenham atravessado depois do lançamento. Por mim, desde o dia que vi a borrachona arrancar um pedação do estore da janela da varanda e atirá-lo para a rua, nunca mais passei naquele pedaço de passeio junto ao prédio onde ela mora. Mas quem não sabe que mora lá uma borrachona insana passa normalmente. Algum dia alguém leva mesmo com algo na cabeça. Algum tempo depois desta cena chegou uma ambulância dos bombeiros. Quando saíram, o motorista, um homem já dos seus 50 e tal anos, foi o primeiro a sair e vinha furioso, a refilar e a fazer gestos de "merecias era levar porrada" para o prédio. Depois saíram os dois socorristas com a borrachona. Que vinha amparada por eles e com uma mão nas costas como se as costas lhe doessem, (provavelmente doíam, deve ter-se estampado de costas com a bebedeira), e seguiu na ambulância.
quarta-feira, 9 de abril de 2014
A MINHA RUA É UM FARWEST - Muitos grãos na asa - Cena 8
A borrachona do prédio da frente voltou a atacar ontem à noite. Desde Setembro que andava sossegadita. Acho que é uma bêbeda sazonal, só se enfrasca quando está calor. Eram umas 10 e picos da noite quando comecei a ouvir a voz inconfundível dela. Toda entaramelada, não se percebia o que dizia. Estava sentada na floreira aqui mesmo à porta do meu prédio, lata de cerveja na mão, ora falava, ora estava calada. Depois foi para casa e veio para a varanda atirar a roupa e os sapatos do marido para a rua, sempre aos berros. Ele veio à rua apanhar as coisas. Também estava um bocado alcoolizado, os passos eram incertos. Passado um bocado ela voltou à varanda e voltou a atirar a roupa e os sapatos para a rua. Um bom samaritano qualquer que ia a passar (e que provavelmente não percebeu que era uma adulta bêbeda que estava a atirar as coisas para a rua, deve ter pensado que era uma cena de criança) apanhou tudo e entrou no prédio. Não o vi sair mas enquanto ele esteve dentro do prédio ela continuou a atirar roupa para a rua que lá ficou. Ou seja, o bom samaritano percebeu entretanto que era uma cena de bebedeira e já não se deu ao trabalho de apanhar as coisas. Um pouco mais tarde chegou a polícia. Esteve algum tempo dentro do prédio e depois saiu acompanhada do marido. Ele não ia detido, ia apenas a acompanhar os polícias. Suspeito que ia dormir para a esquadra para dar tempo a que ela curtisse a bebedeira e se acalmasse. Antes de entrar no carro da polícia ele apanhou as roupas que ainda estavam espalhadas na rua e foi pô-las dentro do prédio. Depois disso ela ficou calma, não voltou a berrar nem a atirar nada para a rua.
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
A MINHA RUA É UM FARWEST - Briga brava
Uma gritaria gigantesca na rua, várias vozes alteradas falando sem parar das quais se destaca uma voz de mulher que é a que mais grita e mais fala. (Não, não é a vizinha borrachona, as vozes são muito mais agudas do que a dela e quando fui à janela tentar perceber qual era a "maca" vi-a na varanda). A "maca" é na esquina da rua à porta dum café onde nunca entrei porque nunca gostei da "pinta" do dito. Mas as árvores impedem-me de ver exactamente o que se passa. E também não consigo perceber nada das palavras que são ditas à excepção de um ou outro palavrão de alto calibre que se destaca de vez em quando. No entanto deu para ver que estão 4 carros de polícia a (tentar) controlar a confusão, duas carrinhas da Polícia Municipal e um carro e uma carrinha da PSP, ou seja acho que já devem estar lá mais polícias do que beligerantes mas, pelos vistos, não estão a conseguir acabar com a briga pois a gritaria continua.Suspeito que isto só vai acabar com uns tantos a serem detidos quando a polícia perder a paciência.
domingo, 1 de setembro de 2013
A MINHA RUA É UM FARWEST - Muitos grãos na asa - cena 7
Ontem, cerca das seis da tarde, comecei a ouvir a voz tonitruante da vizinha borrachona. Fui à janela e ela estava a começar a cenaça do costume. Andava de um lado para o outro a trocar as pernas, sentava-se por vezes num dos bancos ou na beira duma das floreiras, que são mobiliário urbano nesta zona da rua, lata de cerveja na mão, bocas dirigidas não sei bem a quem, berros pela mãe. Pensei (temi, na realidade) que aquilo fosse ser em crescendo durante horas e horas. Passado um bocado ouvi um estrondo e um grito. Voltei à janela julgando que ela tinha sido atropelada. Não tinha, apenas se tinha estatelado ao comprido no chão com a bebedeira. Um vizinho do prédio dela que ia a sair com a família ajudou-a a levantar e enfiou-a para dentro do prédio dizendo-lhe para ir para casa. Ela entrou no prédio mas voltou a sair logo a seguir e voltou à conversa fiada e aos passos trocados para cá e para lá com algumas pausas sentada no banco ou na floreira. Mas algum tempo depois fui regar as ervas aromáticas que tenho junto à janela e olhando a rua vi-a a entrar no prédio. Achei que ia continuar a ouvi-la em casa a dar cabo do juízo à mãe, se não fosse a bater na mãe. Mas enganei-me na previsão, não voltei a ouvi-la nem em casa nem na rua. Desconfio que a dose de ontem envolveu algo mais do que cerveja, por muito que troque as pernas e ande aos bordos nunca a tinha visto estatelar-se redonda no chão, e também nunca a tinha visto recolher a casa e ficar calada no auge da bebedeira. Na realidade nem sei se chegou a casa ou se ficou caída nas escadas a meio caminho do 3º andar onde mora?!?!? Mas fosse lá o que fosse que ela emborcou além da cerveja, acho boa ideia e espero que continue a emborcar, chateia muito menos, uma horita a refilar e a trocar as pernas na rua e depois... "apaga".
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
A MINHA RUA É UM FARWEST - Muitos grãos na asa - cenas 4, 5 e 6
A borrachona do casal de bebedolas do prédio aqui em frente
continua a fazer os seus “números.”. Outro dia chamei a polícia porque ela
estava a bater na mãe. A polícia levou um tempo imenso para aparecer (se
ela resolvesse matar a mãe à porrada tinha tido tempo de sobra) e quando
apareceu já ela tinha vindo para a rua trocar as pernas na companhia do marido
também a trocar as pernas. Alguns dias depois alguém que não eu chamou a polícia.
Não me apercebi de nenhuma situação que tivesse levado algum vizinho a chamar a
polícia. Os polícias sairam algum tempo depois acompanhados do marido a trocar
as pernas mas não o levaram, ele foi pela rua fora a trocar as pernas. Suspeito
que tenha sido ele a chamar a polícia por estar a levar com algum desatino dela
e que a polícia o tenha aconselhado a ir dar uma volta. No dia seguinte a este,
logo pela manhã, ouvi-a aos berros na varanda “Vai-te embora! Vai-te embora! Não
te quero cá! Desaparece!”, fui à janela e esta gritaria era para o marido que
ia rua fora (ainda sem trocar as pernas). Na noite desse dia quando fui
preparar as janelas para ir dormir, já passava da meia-noite, vi o marido a
trocar as pernas, atravessando a rua. Fiquei a observá-lo um bocado. Vinha ao
lado de cá da rua olhar para as janelas da casa deles, ia para o lado de lá da
rua, para a porta do prédio, e ficava a olhar para as campaínhas, e repetiu o
para cá e para lá, olha para as janelas, olha para as campaínhas 5 ou 6 vezes. Finalmente
decidiu-se e tocou a campaínha e logo no momento seguinte seguiu rua fora aos
ss’s e à máxima velocidade que a bebedeira lhe permitia. Ontem à noite ela andou
horas na rua, sempre a falar aos berros (não sei como não fica afónica), com
uma bebedeira gigante, gritou que se queria matar e fingiu meter-se à frente de
automóveis que circulavam, (houve um condutor que se passou com ela e parou e
saiu do carro e deu-lhe uma descasca), só fingimento mesmo, uma das vezes que eu estava a assistir ao "espectáculo" passou um autocarro e com esse ela nem fingiu meter-se à frente, deve ter achado perigoso demais, queixou-se da mãe, falou do filho, chorou que
era uma desgraçada, falou durante um monte de tempo com uma das ciganas romenas
do prédio ao lado que, aparentemente, tentava acalmá-la, depois tentou beijar
na boca um dos homens do clã de ciganos romenos que entretanto também tinha vindo para
a rua, a romena que estava com ela chamou-lhe a atenção para que ela era casada
apontando-lhe para a aliança e ela tirou a aliança e atirou com ela para o meio
da rua (a romena foi apanhá-la e, pelo menos no momento, não lha devolveu, eu
suspeito que não vai devolver nunca, que vai é passá-la a patacos o que, aliás, eu acho que faz muito bem pois é o que a borrachona merece), gritou para
chamarem a polícia, chamou pela mãe, virou o caixote de lixo do prédio dela
espalhando o lixo todo na rua, etc. etc. etc. Isto durou horas, 3 ou 4, e o que
eu assisti foi das duas ou três vezes que fui à janela mas pelo que eu ouvia,
mesmo estando sentada na sala e com a TV ligada, que era praticamente tudo o que ela dizia pois tem uma voz poderosa e fala aos berros, todas as horas que ela esteve na
rua foram uma repetição daquilo que eu vi. Já ela tinha entrado em casa quando
chegou a polícia, ao que percebi chamada por alguém aqui do meu prédio pois os polícias
vieram cá falar com alguém antes de irem à casa dela. Provavelmente esse alguém
chamou-os quando ela estava a arruaçar e eles é que demoraram imenso tempo a
aparecer como no dia em que eu os chamei por ela estar a bater na mãe. Ela saiu
do prédio com a polícia mas a polícia não a levou. E quando eu fui dormir ela
estava a falar com o vizinho do r/c do prédio dela que estava à janela, grandes
gestos mas com a voz em menor volume, eu só percebi uma palavra aqui outra ali
mas era a conversa do costume, queixas da mãe, lamentos de que é uma
desgraçada, etc. Na verdade desgraçado é quem tem de a aturar, da mãe dela aos vizinhos, passando, provavelmente, pelo marido que embora se emborrache tanto como ela não faz cenas e pelo dito filho de quem ela fala, que suponho seja um jovem que uma única vez vi na varanda da casa deles e que também suponho que se deve manter o mais possível bem longe dos borrachões dos pais.
quarta-feira, 17 de julho de 2013
A MINHA RUA É UM FARWEST . Muitos "grãos na asa" - cena 3
Quando cheguei a casa há pouco vi a vizinha alcoólica sentada com o seu companheiro num dos bancos da rua. Saí outra vez logo a seguir para ir a um café mais adiante e eles lá continuavam, não estavam a beber e aparentemente estavam calmos. Enquanto estive no café vi-a passar sózinha.. Não ia aos ss's. Mas deve ter ido emborcar rapidamente uns copos valentes. Porque quando regressei a casa ela estava na varanda. E pouco tempo depois comecei a ouvi-la aos berros e de seguida ouvi trás!!! seguido de outro TRÁS!!! bem maior. Fui à janela. Ela já não estava visível mas o estore da janela da varanda da casa está partido e o pedaço dele arrancado caído na rua. Os berros continuam com alguns intervalos. Acho que não deve tardar nada está aí a polícia. E ela está a tornar-se um perigo público. O pedaço de estore que está na rua se caísse em cima de alguém ia deixar esse alguém em mau estado. E embora eu não a tenha visto lançá-lo pelo intervalo de segundos entre os dois trás!!! de certeza que ela não verificou se ia alguém a passar antes de atirar o pedação de estore para a rua. Eu não volto a passar daquele lado da rua... nunca se sabe o que pode voar de um momento para o outro da varanda dela..
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