Como quase sempre faço quando passo lá à porta, porque gosto
deste santo e desta igreja onde estão sempre a acontecer coisas (desta vez, por
volta das 4 da tarde, decorria uma missa em língua francesa) entrei na Igreja
de Santo António. Foi a primeira vez que lá entrei depois de ter ido à
procissão em Junho do ano passado ("COISAS DE QUE EU GOSTO - Procissão de Santo António", de 13 de Junho de 2016) e reparei que a imagem de Sto. António que
está no altar-mor é igualzinha à que desfila na procissão mas lá no alto, e no
meio dos floreados do altar, pareceu-me muito mais pequena. Quando saí estava à
porta, já na rua, um “guardião do
templo”, identificado por uma plaquinha pendurada ao peito, e resolvi
perguntar-lhe se era aquela imagem que desfilava na procissão. Disse-me que era
uma réplica daquela, exactamente do mesmo tamanho mas ligeiramente menos
pesada, que costuma estar guardada e só é exposta na igreja, num altar lateral,
por uns dias, antes de sair em procissão. Tendo eu ficado com uma curiosidade
em relação à procissão: para onde vão todos os santos de Alfama e arredores que
nela participam quando o Sto. António recolhe à sua igreja, perguntei-lhe
também. Resposta dele “O Sto. António vai sozinho, não há mais santos na
procissão.”. Contrariei-o “Desculpe mas está enganado, o Sto. António sai daqui
sozinho mas depois vai buscar todos os santos da vizinhança e quando regressa
aqui todos esses santos, S. João da Praça, S. Miguel, Sto. Estevão, S. Vicente
e S. Tiago vêm à frente dele.”, o homem muito admirado “Está a falar a sério?
Nunca reparei e já trabalho aqui há 5 anos.”, eu garanti que estava a falar a
sério e que tinha a certeza que a procissão ia integrando todos esses santos, à
frente do Sto. António, no percurso que fazia. Um outro “guardião do templo”,
mais velho do que o primeiro e natural de Alfama segundo disse depois, que se
tinha aproximado entretanto, meteu-se na
conversa dizendo que eu tinha razão e explicando que os outros santos ficavam
“a lanchar” no Largo da Sé enquanto decorria a missa que encerra a procissão na
Igreja de Sto. António, recolhendo depois às igrejas respectivas. O primeiro
“guardião do templo” com quem falei fica tão stressado com a confusão que se
gera à porta da igreja no final da procissão, com magotes de pessoas a tentarem
entrar na igreja que já está cheia com pessoas que não foram à procissão, e a
ter de cumprir o seu trabalho que é garantir que o Sto. António consegue entrar
na igreja são e salvo no meio do caos, que nunca reparou que antes
de o Sto. António chegar passam cinco outros santos nos seus andores. E fui eu,
com as minhas curiosidades, que fui ensinar o “padre nosso” ao “vigário”, no
caso, ensinar que o Sto. António leva cinco santos na procissão a um “guardião
do templo” de… Sto. António…
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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017
sábado, 24 de setembro de 2016
PODE??? - Gente xereta até dizer basta
Aproveitando as portas do prédio e do apartamento abertas e
o facto do apartamento ser no rés-do-chão, a vizinha xereta do prédio ao lado
veio xeretar a mudança com o maior dos descaramentos. E fez-me um interrogatório
e falou do prédio dela e do senhorio dela e fui-lhe dando alguma conversa, sem
nenhuma informação, durante alguns minutos até me fartar e a despachar com um “adeus”
como sou perita em fazer. Alguns dias depois venho a chegar a casa e ela está a
sair do apartamento ao lado. Digo-lhe “boa tarde” e ela responde e aproveita
logo para tentar xeretar, outra vez, para dentro do meu apartamento
aproximando-se até estar mesmo ao meu lado “Então, já está instalada?”. A
partir daí foi um esforço para eu não me rir. Porque, apesar de estar com a
chave na mão, decidi que não ia dar-lhe o gostinho de “meter o nariz” e não ia
abrir a porta até ela se ir embora. Depois de lhe responder que estava quase
instalada virei a conversa do interrogatório sobre a minha vida que ela se
preparava para fazer para a vida dela e ela, como eu esperava, não se fez
rogada, falou das doenças, do marido, do prédio dela, das obras no prédio ao
lado, do meu prédio, da vizinha de casa de quem estava a sair quando eu
entrara, etc. etc. etc. De vez em quando afastava-se na direcção da porta do prédio
para logo voltar para o meu lado quando pensava que eu ia abrir a porta. E
eu... nada, chave na mão sem sequer a dirigir à fechadura. Parecia um bailado,
ela ia e ela voltava, e tornava a ir e tornava a voltar, e ia novamente e
novamente voltava, e eu comecei a também ir uns passos atrás dela quando ela se
afastava a ver se ela percebia que eu não ia abrir a porta enquanto ela ali
estivesse. A coisa estava difícil, a curiosidade da senhora deve ser gigantesca
e ela não queria desistir, e eu controlar a vontade de rir também estava cada
vez menos fácil. Já eu estava a pensar numa solução alternativa, fingir que me
tinha esquecido de fazer algo na rua e sair do prédio com ela na próxima vez
que ela se afastasse como se fosse sair, quando ela finalmente! desistiu e foi
mesmo embora.
terça-feira, 26 de julho de 2016
PODE??? - Bacoradas nos média XXV
Ligo a TV, pelas 8H00, e faço um zapping pelos canais que
estão a transmitir notícias. Na CMTV, que noticia sempre – à exaustão - todas
as desgraças que acontecem nos quatro cantos de Portugal e do Mundo, imagens de
uma auto-estrada com uma carrinha de passageiros despistada e carros de
bombeiros e ambulâncias, e em rodapé “Acidente Valongo, dois feridos
graves”, o locutor diz que foi o despiste
de uma carrinha de nove lugares do qual resultaram dois feridos graves encarcerados
e 3 ou 4 feridos ligeiros. Entretanto a repórter no local chega à fala com o
comandante da corporação de bombeiros que está a prestar socorro à carrinha
acidentada. Este diz que a carrinha apenas transportava duas pessoas que ficaram
encarceradas mas que são feridos ligeiros. O rodapé continua a indicar “Dois
feridos graves”.
terça-feira, 5 de abril de 2016
PODE??? - Bacoradas nos média XXIV
Dou uma espreitadela à RTP1, programa da manhã. Em apenas 10 minutos saem logo duas "pérolas". Primeiro Sónia Araújo, apelando aos telefonemas para a linha de valor acrescentado, fala dos prémios "em cartão" e diz que são os colegas, fulano, beltrano e cicrano, que têm aos sábados "o privilégio de entregar o prémio a quem mais precisa". Fico logo encanitada porque não suporto essa expressão "quem mais precisa" que desde há algum tempo entrou na moda e é usada a torto e a direito. Mas a bacorada é dizer que o prémio, que é entregue por um sorteio entre todos os números de telefone que ligam para a linha de valor acrescentado, é entregue "a quem mais precisa". . É o mesmo que o Departamento de Jogos da Santa Casa dizer que os prémios do euromilhões são entregues a quem mais precisa. Logo de seguida passam a uma reportagem sobre o hospital das bonecas na Praça da Figueira em Lisboa. A repórter no local diz que está na Praça da Figueira em Lisboa mas na legenda em rodapé lê-se "Hospital das Bonecas, na Figueira da Foz desde 1830".
sexta-feira, 30 de outubro de 2015
DE PASSAGEM - (Estúpidos) inquéritos de rua
Sou abordada na rua por uma jovem que me pergunta se tenho
cinco minutos disponíveis para responder a um inquérito. Respondo-lhe “Depende,
se é para tentar vender-me alguma coisa no final não, não vou comprar nada,
seja o que fôr, e portanto vamos só as duas perder tempo.” Garante que não é
para me vender nada, que é apenas um estudo da Vodafone sobre publicidade. Acedo
a responder-lhe. Faz-me perguntas básicas, idade, grau de escolaridade, profissão.
E depois pede-me para a acompanhar dentro do hotel à porta do qual estamos. Pergunto-lhe
para quê. Diz-me que para prosseguir o inquérito eu tenho de visionar
publicidade e que é numa sala do hotel que têm instalados os computadores
porque precisam de acesso à Internet que não podem ter na rua. Contesto-a,
dizendo que não têm mas podiam ter, há equipamentos portáteis e Internet portátil,
mas acompanho-a dentro do hotel. Chegadas à dita sala sentamo-nos diante de um
dos computadores e 5 minutos depois ela e a coordenadora, que está sentada
diante de outro computador que está a funcionar como servidor dos outros, ainda
não conseguiram pôr a dita publicidade a correr para eu visionar. Estão mais 3 inquiridos
na sala, que já lá estavam quando eu entrei, e ainda ninguém está a visionar a
dita publicidade. Entretanto, desde que ela me abordou a pedir 5 minutos do meu
tempo até ao momento já passaram pelo menos 10 minutos. Digo-lhe “Pediu-me 5
minutos, eu acedi a disponibilizar-lhe 5 minutos, já vamos em 10 ou mais e ainda nem conseguiu
mostrar-me a publicidade, na realidade
devia ter-me pedido 20 minutos ou meia-hora e eu ter-lhe-ia dito que não. Portanto
vou-me embora.”, e levantei-me, disse “Boa tarde.” e saí. Ela e a coordenadora
ficaram à toa a balbuciar coisas tipo, “Tudo bem, se está com pressa, obrigada
na mesma,”. E não sei se os outros inquiridos não saíram atrás de mim. Já me
aconteceu outras vezes tomar posições em cenas similares e haver outras “vítimas”
que me seguem.
terça-feira, 6 de outubro de 2015
A MINHA RUA É UM FARWEST - A culpa foi sua
No pedaço de rua onde eu moro o passeio de um dos lados é
larguíssimo e metade dele é usado como estacionamento. Nunca percebi se é
estacionamento legal ou ilegal porque se, por um lado, os pequenos postes metálicos
que impedem o acesso dos automóveis aos passeios estão, desse lado da rua,
colocados a meio do passeio, permitindo aos automóveis o acesso à metade de
fora do passeio, por outro lado a PSP aparece de quando em vez e bloqueia
todos os automóveis que aí estão estacionados. Esta manhã, pelas 8H30, uma
jovem que estava a sair com o seu carro, em marcha trás, do tal “não sei se é
estacionamento ou não”, bateu noutro carro, que circulava na rua, conduzido por
um jovem. Não vi o momento do embate e os estragos não são por aí além, só um
pedacinho de chapa ligeiramente amolada no carro que ia a passar. A mim, dado a
amolgadela ser no pára-lamas da roda traseira do carro que circulava na rua,
parece-me evidente que a responsabilidade é da jovem que estava a sair de
marcha-atrás do estacionamento, agravada pelo facto do estacionamento para a
polícia não ser estacionamento ou não viriam bloquear os automóveis de vez em
quando. Mas ela não assumiu a responsabilidade e lá ficaram, primeiro a
discutir, depois à espera da polícia que levou mais de 2 horas para chegar. Ainda
lá estão, agora já com a polícia. E entretanto os autocarros da carreira que
passa aqui na rua vão fazendo fila porque se os automóveis conseguem continuar
a passar mesmo tendo de fazer algumas manobras perigosas, os autocarros não
conseguem mesmo passar. E suspeito que a jovem que ia a sair do estacionamento
não só vai ter de assumir os estragos que fez no outro automóvel como ainda vai
pagar uma multa por estacionamento em local proibido.
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
HISTÓRIAS ANTIGAS - Como é possível?!?!?
Um dia, há muitos anos, na rua onde eu morava disparou um
alarme dum carro, daqueles tipo buzina de camião, por volta da meia-noite. E
uma hora depois ainda continuava a buzinar. Eu queria ir dormir e a primeira
coisa que pensei foi chamar a polícia. Mas já farta de ser sempre eu a ter de
me chatear a chamar a polícia, apesar de existirem mais milhentos incomodados, e
sendo o meu quarto para as traseiras da casa, um pátio privado e oposto à rua
onde estava a buzina, decidi fechar totalmente todas as janelas e estores e
portas interiores e enfiar uma almofada em cima da cabeça, medidas que eliminaram
para mim o barulhão do alarme, e deixar a solução do problema
para os outros incomodados sem recursos iguais ao meu para resolver o incómodo,
os (muitos) vizinhos que tinham os quartos virados para a rua. No dia seguinte
de manhã, quando saí no bairro, fresca e
bem dormida, encontrei imensos vizinhos, ensonados e cheios de olheiras, a
queixarem-se de dores de cabeça e a lamentarem-se porque não tinham conseguido
dormir nada à conta da buzina que, segundo disseram, tinha atroado os ares
ininterruptamente até às 7 da manhã. E – como é possível?!?!!? - nenhum desses, muitos, lamentosos ensonados
tinha feito absolutamente nada para tentar parar aquela barulheira.
terça-feira, 2 de junho de 2015
DE PASSAGEM - Turistas tótós
Subindo a Rua Barata Salgueiro, ao chegar ao cruzamento com
a Rua do Salitre e a Rua Nova de São Mamede, sou abordada por um casal de turistas
que me pergunta, em inglês, se para irem para o “Botanic Museum” devem ir para
a direita, pela Rua do Salitre, ou em frente, pela Rua Nova de São Mamede. Respondo-lhes,
em inglês, para subirem a Rua Nova de São Mamede. Que eu também ia subir, mas eles
caminhavam mais rápido e ultrapassaram-me uns bons metros. Quando cheguei ao
Largo de São Mamede vi-os, tipo “baratas tontas”, parados na beira do passeio,
a olhar para a esquerda e para a direita, já posicionados mais para a direita
do que para a esquerda. Como no cruzamento da Rua Nova de São Mamede com a da Escola Politécnica existe um letreiro a indicar o Museu para a
esquerda ainda pensei em me ralar para eles já que se não tinham visto o
letreiro era por serem tontos. Mas resolvi ter pena dos tontos e, como também
eu ia para a esquerda não me apetecendo levar a simpatia tão longe ao ponto de
andar para a direita para ir ter com eles, chamei-os, gritando “Hei!” - ;) – e indiquei-lhes,
apontando, que era para a esquerda que deviam ir. Eles aproximaram-se e eu
expliquei-lhes, mais uma vez em inglês, que encontrariam o museu do lado
esquerdo um pouco adiante. Acho que eles só perceberam os gestos que adicionei à
fala quando me apercebi de que eles não estavam a entender patavina do que eu
lhes dizia. Não sei que raio de origem tinham estes turistas. De um país de língua
inglesa não eram certamente pois apesar de me terem abordado em inglês não
dominavam a língua inglesa (e não, não é problema meu, o meu inglês pode não ser perfeito mas também não é assim tão mau). E tontos eram de certeza, não prestavam atenção à sinalética e também
não tinham um mapa, o que certamente não é a melhor maneira de andar a explorar
uma cidade desconhecida.
domingo, 19 de abril de 2015
PODE??? - Bacoradas nos média - XXIII
No noticiário da RTP1 há pouco, notícia sobre os festejos, a ter lugar hoje na cidade do Porto, do 42º aniversário do partido socialista.
A repórter entrevista António Costa na Gare do Oriente, em Lisboa, de onde vai partir para o Porto num comboio especial com participantes nos festejos.
E encerra a peça com a seguinte frase "Este comboio vai partir agora para o Porto, onde vão decorrer os festejos do aniversário do partido fundado há 42 anos na cidade alemã."
Portanto o Porto é uma cidade alemã, a cidade alemã onde o PS foi fundado.
sábado, 18 de abril de 2015
PODE??? - Bacoradas nos média - XXII
No e-CM, hoje:
«Um homem de 73 anos matou esta sexta-feira a mulher, em Matosinhos, que se encontrava em fase terminal de doença (...)»
Alguém não sabe construir frases, apesar das vírgulas reproduzir esta frase em voz alta atribui a doença terminal a Matosinhos e não à mulher.
«Um homem de 73 anos matou esta sexta-feira a mulher, em Matosinhos, que se encontrava em fase terminal de doença (...)»
Alguém não sabe construir frases, apesar das vírgulas reproduzir esta frase em voz alta atribui a doença terminal a Matosinhos e não à mulher.
Um homem de 73 anos matou esta sexta-feira a mulher, em Matosinhos, que
se encontrava em fase terminal de doença, disse à Lusa a PSP do Porto.
Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/portugal/detalhe/homem_mata_mulher_doente_terminal_em_matosinhos.html
Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/portugal/detalhe/homem_mata_mulher_doente_terminal_em_matosinhos.html
Um homem de 73 anos
matou esta sexta-feira a mulher, em Matosinhos, que se encontrava em
fase terminal de doença, disse à Lusa a PSP do Porto.
Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/portugal/detalhe/homem_mata_mulher_doente_terminal_em_matosinhos.html
Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/portugal/detalhe/homem_mata_mulher_doente_terminal_em_matosinhos.html
Um homem de 73 anos matou esta sexta-feira a mulher, em Matosinhos, que
se encontrava em fase terminal de doença, disse à Lusa a PSP do Porto.
Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/portugal/detalhe/homem_mata_mulher_doente_terminal_em_matosinhos.html
Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/portugal/detalhe/homem_mata_mulher_doente_terminal_em_matosinhos.html
Um homem de 73 anos
matou esta sexta-feira a mulher, em Matosinhos, que se encontrava em
fase terminal de doença, disse à Lusa a PSP do Porto.
Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/portugal/detalhe/homem_mata_mulher_doente_terminal_em_matosinhos.html
Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/portugal/detalhe/homem_mata_mulher_doente_terminal_em_matosinhos.html
Um homem de 73 anos
matou esta sexta-feira a mulher, em Matosinhos, que se encontrava em
fase terminal de doença, disse à Lusa a PSP do Porto.
Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/portugal/detalhe/homem_mata_mulher_doente_terminal_em_matosinhos.html
Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/portugal/detalhe/homem_mata_mulher_doente_terminal_em_matosinhos.html
domingo, 29 de março de 2015
PODE??? - Bacoradas nos média - XXI
SIC Notícias agora (9H00). É noticiado um incêndio em Lisboa num prédio da Rua Adolfo Coelho. Diz a 'pivot' que fica na Penha de França e acrescenta "perto da Graça". E uma repórter no local ainda insiste e piora a bacorada terminando o directo com uma frase sobre o incêndio "neste prédio, na Graça, em Lisboa.".
Não conhecem Lisboa, não se informam, e confundem freguesias com zonas da cidade. A Rua Adolfo Coelho é de facto freguesia da Penha de França, desde que as freguesias foram alteradas com a reorganização administrativa que foi feita, mas não é na zona da Penha de França, nem na Graça, nem sequer perto da Graça, fica em São João, entre a Av. Afonso III e a Rua Lopes.
Não conhecem Lisboa, não se informam, e confundem freguesias com zonas da cidade. A Rua Adolfo Coelho é de facto freguesia da Penha de França, desde que as freguesias foram alteradas com a reorganização administrativa que foi feita, mas não é na zona da Penha de França, nem na Graça, nem sequer perto da Graça, fica em São João, entre a Av. Afonso III e a Rua Lopes.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
PODE??? - Bacoradas nos média - XX
Nos últimos dias tem sido "soma e segue". Quatro que retive:
No jornal Expresso:" indeminizações" (deve ser grafia de um novo acordo ortográfico especial do Expresso).
Nas TV's:
- queda de avioneta em "Algueirão, Azambuja". (Algueirão é Sintra, a avioneta caiu em Alqueidão);
- manifestação dos professores do ensino artístico, tocando e cantando o "Acordai" com direcção do maestro António Vitorino de Almeida, em frente ao Ministério da Educação na Av. 5 de Outubro. Diz a repórter: "Vão agora começar a cantar em frente à Assembleia da República."
- manifestação dos professores do ensino artístico, tocando e cantando o "Acordai" com direcção do maestro António Vitorino de Almeida, em frente ao Ministério da Educação na Av. 5 de Outubro. Diz a repórter: "Vão agora começar a cantar em frente à Assembleia da República."
- ruiu fachada de prédio em Lisboa na "avenida Joaquim António Augusto de Aguiar" (que se confunda a rua Joaquim António de Aguiar com a avenida António Augusto de Aguiar... enfim... fica mal a um jornalista mas enfim, são próximas e os nomes são parecidos, mas que se invente uma nova rua com o os nomes das duas misturados já é bacorada a mais).
domingo, 7 de setembro de 2014
PODE??? - Falta de noção ou loucura completa?
Hoje cruzei na rua com uma rapariga de uns vinte e tais anos que andava a fazer "jogging" vestida com um "body" de malha cinzenta que era nitidamente uma peça de roupa interior. Era de uma malha tão fininha que se via absolutamente tudo à transparência e via-se mesmo tudo, os mamilos, os pelos púbicos, o rego do rabo, porque ela não levava nada vestido por baixo, nem sequer umas cuecas. À parte a cor, que era cinza claro e não tom de pele na zona vestida com o "body", era exactamente igual a ir toda nua. Não sei se conseguiu fazer o seu "jogging" e regressar a casa sem ser detida pela polícia por atentado ao pudor. Se ela fosse nua de certeza que alguém se queixava à polícia. E se ela fosse de cuecas e sutiã também. Apesar de que qualquer cueca e qualquer sutiã, por muito reduzidos e rendados que fossem, taparem mais o corpo dela do que aquele "body" de malha fina e transparente, pode ser que ninguém se tenha queixado dela. Eu apenas registei o ridículo e o insólito, semelhante ao do mulherio que anda por aí a mostrar o rabo enfiado em "leggings" que são roupa interior. Mas se ela fosse nua ou em cuecas e sutiã eu também só ia registar o ridículo e o insólito. Não sei se toda a gente com quem ela cruzou terá tido a mesma reacção que eu. E fiquei intrigada, será que ela era mesmo louca varrida e ia com aquele "body" interior como podia ir nua ou em cuecas e sutiã, ou será que era só suficientemente louca para achar que ia muito bem vestida, com roupa muito apropriada para fazer "jogging"?
domingo, 13 de julho de 2014
BANALIDADES - Fora do contexto
Ontem a Orquestra Gulbenkian deu um concerto na Alameda. Fui lá, gosto de festa de rua, sem complicações, sem marcações prévias, e livre para todos. O programa também me agradava. E, além disso, a minha casa fica próxima da Alameda, era fácil ir lá e voltar. E, de facto, foi mesmo ir lá e voltar. A OG (ou pelo menos a parte dela que estava na Alameda) não sabe fazer espectáculos de rua. Ainda estavam a ensaiar e já estavam a pedir às pessoas para não falarem alto para não os perturbarem, ainda por cima num modo arrogante de quem está a falar com gentinha ignorante que nunca na vida assistiu um concerto de música erudita, num modo arrogante de que estavam ali a fazer a essa gentinha o grande favor de lhe oferecer um concerto de música erudita. Isto num local onde entre o público e outras pessoas que usufruíam o local como habitualmente e não queriam saber do concerto para nada, havia crianças de todas as idades e cães variados, num local onde passa trânsito que trava, acelera e buzina, num local onde passam ambulâncias "tinonim-tinonim", num local onde passam aviões. Depois ainda tiveram a veleidade de vir para o meio do publico pedir a quem estava de pé para se sentar. Para se sentar no chão, na relva, cheia de caca e xixi de cão, porque eles só tinham disponibilizado um pequeno número de cadeiras que não chegou para acomodar nem um décimo do público, para se sentar num local atrás das ditas cadeiras onde quem se sentasse deixava de ver os músicos que ficavam encobertos pelas pessoas que estavam nas cadeiras pois o palco era um palanque baixinho Ninguém, que eu visse, se sentou. Finalmente tinham um som péssimo para as condições do local. A 10 metros de distância - onde estava praticamente toda a gente, os únicos que estavam mais próximos eram os sentados nas cadeiras e os sentados no chão entre as cadeiras e o palco - só se ouvia a música quando era forte, tudo o que era piano não se ouvia nada. Alguém deveria explicar à OG, talvez num tom arrogante de quem está a falar com gente ignorante, que fazer um concerto de rua não é igual a fazer um concerto numa sala de concertos.
segunda-feira, 16 de junho de 2014
DE PASSAGEM - Belo sítio para dormir
Esta manhã, em plena luz do dia, numa rua bastante movimentada, um homem estava deitado no meio do passeio, de barriga para cima, mãos cruzadas sobre a dita, sapatos pousados ao seu lado, a dormir placidamente, até ressonava. Era, nitidamente, pelo tipo físico e pelas roupas, um cigano Romani dos muitos que vivem na cidade. Achei a cena curiosa e caricata até porque a dita rua é uma transversal da Alameda Afonso Henriques onde há relvados e bancos, bastante mais simpáticos para dormir na rua do que o empedrado de um passeio com montes de gente a passar. Mas o que achei mesmo interessante foram os comentários dos passantes. Desde os que acharam insólito e até divertido, aos que acharam escandaloso e até aos que, xenófobos, ficaram a refilar que eram estas pessoas que vinham para o país dar-lhe má fama e a dizer que alguém devia chamar a polícia para o tirar dali. Não sei se alguém chamou a polícia, ou se ele lá ficou até terminar a sua soneca, porque eu não fiquei, só passei.
domingo, 1 de junho de 2014
BANALIDADES - Não há dois 'sui generis' sem três
Hoje, e também aqui na rua embora não à porta de casa, vi mais um transporte 'sui generis'. Um fulano de moto com uma caixa de transporte como as habitualmente usadas nas motos, mas... a dita caixa não estava presa à moto mas sim às costas dele, com umas alças, como se fosse uma mochila. Não ando de moto mas suspeito que carregar uma maleta daquelas às costas não deve ser grande ajuda para o motociclista manter o equilíbrio.
BANALIDADES - Transporte 'sui generis'
Ontem foi o dia das mudanças 'sui generis'. À noite fui fechar uma janela e vejo um carro a arrancar transportando um colchão no tejadilho, no tejadilho mesmo, não havia nenhuma grade de transporte instalada no carro. E preso como? Pelas mãos de 3 passageiros, um ao lado do condutor e dois atrás, um de cada lado, com os braços esticados fora das janelas segurando as alças laterais do colchão. Terão conseguido chegar ao destino sem o colchão ir parar ao meio da rua numa qualquer curva, ou subida, ou descida?
sábado, 31 de maio de 2014
BANALIDADES - Mudança 'sui generis'
O andar mesmo em frente ao meu do prédio do outro lado da rua tem sempre um entra e sai de inquilinos. Chegam, ficam uns meses e saem, fica vago por algum tempo, chegam outros, ficam uns meses e saem. Os inquilinos são sempre imigrantes, até agora todos indianos ou do Bangladesh ou por aí.
Hoje de manhã comecei a ouvir uns fortes PAM-PAM-PAM, espaçados alguns minutos uns dos outros, e acabei por ir à janela ver o que estava a originar os PAM's.
E então, mais uma vez, esse apartamento estava com os inquilinos de saída. Mas estes em vez de descerem dois andares com os tarecos estavam a ser mais práticos. Lançavam sacos e sacos pela janela para a rua. Suponho que tenham levado algumas coisas pelas escadas e que os sacos que ouvi - e depois vi - lançarem só tivessem roupa mas seja como fôr nunca tinha visto uma mudança assim.
quinta-feira, 29 de maio de 2014
PODE??? - Para que serve o RECRIA
(RECRIA - Regime Especial de Comparticipação na Recuperação de Imóveis Arrendados - Dec-Lei 329-C/2000)
No caso, não serve para nada, é um quarteirão inteiro à espera de ruir (ou de ser demolido), 3 belezas destinadas a desaparecer.
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| Avenida Fontes Pereira de Melo, Lisboa |
![]() | |
| Avenida Fontes Pereira de Melo, Lisboa |
domingo, 25 de maio de 2014
PODE??? - Mais uma abstenção gigante se adivinha
Estou farta dos meus concidadãos que se queixam a torto e a direito, do governo do País e da Europa, mas que quando chega a altura de votar se baldam. Já concluí que muitos se baldam porque não percebem nada de nada da maneira como a contagem de votos é feita em Portugal e pensam que abster-se é marcar uma posição. Mas seja como fôr se não votam também não têm direito a queixar-se mesmo que as queixas tenham motivo válido. E decidi: a partir de agora qualquer um que venha para cima de mim com conversa de queixas do estado das coisas vai ser interrompido com duas perguntas, primeiro "Votou?", segundo "Não votou em quem está no governo?", e se não votou ou se votou em que está no governo, recuso-me a ouvir as queixas, que vá lamentar-se para outro lado.
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