Mostrar mensagens com a etiqueta coisas que eu detesto. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta coisas que eu detesto. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 11 de julho de 2016

COISAS QUE EU DETESTO - Histeria futebolística




É permitido andar a buzinar ininterruptamente só porque sim e ainda por cima durante a noite? Sim, se houver uma vitória futebolística para festejar.
É permitido andar de automóvel sentado nas janelas com o corpo todo de fora? Sim, se houver uma vitória futebolística para festejar.
É permitido andar a gritar, tocar apitos e cornetas pelas ruas durante a noite? Sim, se houver uma vitória futebolística para festejar.
Percebo que se fique contente com uma vitória futebolística, eu própria fico quando essa vitória é da selecção, mas não percebo que esse contentamento seja estratosférico e seja festejado com esta histeria, uma barulheira infernal sem qualquer respeito por quem quer e precisa dormir, nem percebo que as autoridades permitam todas as infrações à lei que são cometidas. Sempre achei, e continuo a achar, que quem quer festejar vitórias futebolísticas histericamente, fazendo imenso ruído, devia ser obrigado a fazê-lo dentro dos estádios, dos clubes respectivos, ou do nacional e nos de todos os clubes quando é uma vitória da selecção.  Tudo bem que se vá para a rua aplaudir a passagem duma equipa ganhadora. Mas é só. Tudo o resto que os fãs histéricos de futebol fazem nas ruas para manifestar a sua alegria acho muito, muito, muito mal.
O futebol, que muito mais do que um desporto é uma indústria milionária para todos os envolvidos, manipula essas pessoas, fá-las esquecer problemas, sentir vitórias como se fossem suas, sentir que pertencem a um grupo,enfim, sentir imensas coisas boas mas também momentosas e falsas, e essas pessoas nem sequer percebem a manipulação. Do meu ponto de vista é triste e lamentável. Mas neste assunto, como em muitos outros, ... eu sou ET.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

COISAS QUE EU DETESTO - Falta de condições para ser peão

Fiz um trajecto a pé do Saldanha até ao Rossio indo pelas ruas paralelas à Fontes Pereira de Melo até à Rua de São Sebastião da Pedreira, que desci, seguindo pelas ruas de Santa Marta e São José. E encontrei várias situações de travessia de peões de um total absurdo, que obrigam os peões a atravessar em risco ou a ter de dar voltas e reviravoltas para atravessar em segurança. Uma das travessias, junto a um cruzamento de 3 ruas,com passadeiras e semáforos, obriga o peão a atravessar metade da rua até ao passeio central, depois a atravessar o corte do passeio central correspondente à passagem de automóveis do cruzamento, depois atravessar para a "ilha" de passeio entre as outras duas ruas e atravessar novamente sendo que lhe é apenas permitido atravessar para um dos lados de qualquer uma dessas ruas. Ou seja, se o peão apenas quer atravessar a rua que tem o passeio central, onde circula, bem pode andar mais uns bons metros até outra passadeira porque naquela não tem como. E se quiser ir para uma das outras ruas é obrigado a ir para a direita de uma e para a esquerda da outra tendo também de andar uns bons metros para atravessar em segurança para o lado oposto. Noutro cruzamento/entroncamento o peão que circula do lado da rua onde a outra entronca não tem passadeira nem para atravessar essa rua nem para atravessar para o outro lado da rua onde circula, se quiser atravessar numa passadeira, ou volta para trás muitos metros, ou tem de ir até ao fundo da outra rua, atravessar e voltar a fazer toda a rua. E na travessia de outro cruzamento, entre 4 ruas, com passadeiras e semáforos que permitem ao peão ir de um lado ao outro linearmente seja qual fôr o trajecto que quer seguir, de um dos lados a passadeira está exactamente em frente a uma garagem de um prédio (de onde, durante os minutos que eu esperei que o sinal ficasse verde para mim, sairam três automóveis) obrigando o peão a esperar desviado do local de travessia, e do outro lado grades colocadas pela polícia a sinalizar um buraco no passeio impediam totalmente a circulação no dito passeio (apesar de o buraco não ocupar o passeio todo) e ainda havia um automóvel estacionado mesmo no local da grade, por acaso uma curva no cruzamento oblíquo de duas das ruas, que obrigava o peão a circular pelo meio da rua.
Além disto, ainda me deparei com vários, muitos, troços de passeio totalmente obstruídos, por estacionamento, por obras, ou por prédios em risco de ruína ou buracos no piso. É assim que Lisboa trata os seus peões. E depois admiram-se que haja um enorme quantidade de atropelamentos e pouca gente a andar a pé.

quarta-feira, 25 de março de 2015

COISAS QUE EU DETESTO - Vigarices comerciais



O provérbio que diz “anda meio mundo a enganar outro meio” tem de ser actualizado na percentagem. Hoje em dia, pelos meus cálculos, deve ser “anda 99% do mundo a enganar os restantes 1%”, ou perto disso. As duas cadeias de supermercados que mais lojas têm em Lisboa agora têm uma nova “moda”, a que eles certamente chamam ‘marketing’ mas que quanto a mim é simplesmente uma forma de tentar vigarizar os clientes. Colocam em destaque, em algum local visível das lojas, todos os produtos que têm em promoção, com grande letreiro a assinalar que são produtos em promoção. Esses produtos continuam a estar nos seus locais normais  com as promoções assinaladas, portanto este local funciona como uma espécie de montra das promoções tendo alguns exemplares de todos os produtos em promoção, independentemente de serem de higiene, alimentares, de limpeza, etc. Até aqui, tudo bem. O tudo mal é que, como quem não quer a coisa, vão pondo lá pelo meio outros produtos que não estão em promoção e, como quem não quer a coisa, sempre ao lado de  produtos similares que estão em promoção, sendo que, obviamente, os que não estão em promoção não têm lá o preço afixado. Por exemplo, um champô X de uma determinada marca que não está em promoção e custa 4 euros é colocado ao lado de um champô Y da mesma marca que está em promoção a 1,90 euros e o único preço que lá está é este do produto que está em promoção. Qualquer cliente incauto pega no champô a preço normal pensando que está a levar um champô a preço de promoção e compra-o pois no meio das outras compras nem repara que pagou o preço normal ou só repara em casa, tarde demais. Com um bocado de sorte, se prestar atenção ao que é registado na caixa repara nesse momento que o preço não é de promoção e não leva o produto e/ou provavelmente refila com o facto do mesmo estar colocado na zona das promoções. Não faço ideia que justificação eles dão  porque ainda não estive para me chatear a levar um desses produtos até à caixa e reclamar por o dito cujo estar nas promoções sem estar em promoção (mas um dia destes vou fazê-lo). O que tenho feito, se me interessa aproveitar a promoção, é levar o produto comigo e depois passar na zona normal desse produto e confirmar se está em promoção, se não está, largo lá o que apanhei na zona de promoção, é menos um exemplar que fica na montra de promoções a enganar os  clientes.

domingo, 19 de outubro de 2014

COISAS QUE EU DETESTO - Vigaristas



Fui comprar um salgadinho à Padaria Portuguesa da Morais Soares. Já aqui referi, num outro 'post', que a minha opinião sobre esta cadeia de lojas é um bocado ambígua, tem coisas de que gosto e coisas de que não gosto. Uma das coisas de que gosto (gostava) é (era) o atendimento, profissional, simpático e informal. Mas parece que ficou mesmo no passado, era e gostava. Já não é e já não gosto. Desta vez fui atendida por um carrancudo nada simpático o que é o bastante para eu ficar muito desagradada, odeio ser atendida numa loja onde estou a fazer o favor de ir gastar o meu dinheiro por uma pessoa que age como se estivesse a fazer-me o grande favor de me atender. Mas ainda foi pior. Paguei com uma nota de 5 euros e quis dar umas moedas para facilitar o troco. O carrancudo rejeitou as moedas de imediato. O que me deixou desconfiada pois sendo a caixa registadora utilizada por todos os empregados do espaço achei impossível que a recusa fosse por ele saber que as moedas em stock não eram suficientes para o troco ser facilitado com as moedas que eu quis dar. E ainda fiquei mais desconfiada quando ele me deu o troco "à molhada", da mão fachada dele para a minha mão, em vez de fazer o troco como o profissionalismo manda fazer, isto é mostrando bem que as moedas que me estava a dar somadas ao preço do que eu estava a comprar perfaziam cinco euros. E espalhei-as em cima do balcão e fiz a conta. Tal como eu suspeitava faltavam 10 cêntimos no troco. Chamei o carrancudo e disse-lhe que faltavam 10 cêntimos. E a reacção dele foi a prova final de que os 10 cêntimos faltavam porque ele os tinha desviado e não por um acaso, um engano inocente. Ele nem verificou. Nem voltou a abrir a caixa para retirar os 10 cêntimos em falta. Apenas foi apanhá-los ao lado da registadora e mos entregou. Ou seja, além de carrancudo é vigarista, ladrão. Deve tentar sacar dinheiro em todos os trocos que faz, 10 cêntimos aqui, 5 cêntimos ali, 20 cêntimos acolá, deve chegar ao final do dia com um belo "pé-de-meia" à custa de vigarizar os clientes.

domingo, 25 de maio de 2014

PODE??? - Mais uma abstenção gigante se adivinha

Estou farta dos meus concidadãos que se queixam a torto e a direito, do governo do País e da Europa, mas que quando chega a altura de votar se baldam. Já concluí que muitos se baldam porque não percebem nada de nada da maneira como a contagem de votos é feita em Portugal e pensam que abster-se é marcar uma posição. Mas seja como fôr se não votam também não têm direito a queixar-se mesmo que as queixas tenham motivo válido. E decidi: a partir de agora qualquer um que venha para cima de mim com conversa de queixas do estado das coisas vai ser interrompido com duas perguntas, primeiro "Votou?", segundo "Não votou em quem está no governo?", e se não votou ou se votou em que está no governo, recuso-me a ouvir as queixas, que vá lamentar-se para outro lado.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

COISAS QUE EU DETESTO - "Xicos-espertos"


Eu estava na fila da caixa do supermercado. Era a única caixa em funcionamento mas as movimentações de empregados junto a uma das outras duas caixas fazia prever que fosse começar também a funcionar em breve. 

Uma senhora, dos seus 60’s anos chegou à fila a seguir a mim mas em vez de se colocar atrás de mim colocou-se ao meu lado.  Rotulei-a logo de “xica esperta”, prevendo que ia tentar passar à frente de quantos pudesse se a outra caixa entrasse em funcionamento, até porque se colocou ao meu lado precisamente do lado onde se situava a dita caixa. 

Quando essa caixa abriu a empregada disse, como dizem sempre, “Podem passar a esta caixa pela mesma ordem”. Naquele momento na caixa onde eu estava, além do cliente que já estava a ser atendido, estava um senhor e depois uma senhora e depois eu e a “xica esperta”, que devia estar atrás de mim mas estava ao meu lado, e já estavam  mais umas quantas pessoas atrás de mim. O senhor que estava à minha frente mudou para a outra caixa, a senhora que estava à minha frente optou por ficar na mesma caixa onde estávamos e quando eu estou a mudar também para a caixa que tinha acabado de abrir já tinha a “xica esperta”, toda lampeira, a meter-se à minha frente. Disse-lhe, alto e bom som, “A senhora desculpe mas eu também quero mudar para essa caixa e a senhora está atrás de mim.”. Afastou-se para me dar passagem mas ainda teve a  lata de responder “Está bem, passe lá...” num tom de quem estava a fazer-me um grande favor. 

Acho incrível a lata, a falta de educação, a falta de respeito pelo outro desta gentalha que consegue os seus objectivos muitas vezes porque as outras pessoas não estão para se chatear. Mas também arriscam levar um banano no focinho por toparem com alguém que, como eu, não as deixa abusar e que, contrariamente a mim que não sou de andar à porrada, é mais belicoso e não se fica só por palavras. E eu até gostava de ver um "xico esperto" destes levar um banano. Era bem merecido.

domingo, 20 de abril de 2014

COISAS QUE NÃO ENTENDO - Fanatismo

Não entendo fanatismo nenhum. E este 'post' também podia estar sob o título "Coisas que eu destesto" porque na realidade  detesto todo e qualquer fanatismo. Mas o que vou falar neste 'post' é o fanatismo futebolístico, no caso concreto o fanatismo Benfiquista. O Benfica ganhou hoje, antecipadamente, o campeonato. Desde o final do jogo, que foi aqui em Lisboa no Estádio da Luz, que não param de passar carros a buzinar aqui na rua e nas ruas circundantes, numa "sinfonia" insuportável de buzinas, uma barulheira infernal, que já dura há mais de uma hora e que só dá vontade de ter uma caçadeira e pontaria e ir para a janela dar-lhes uns tiros nos pneus. Como não bastasse de massacre, quando liguei a TV para assistir um noticiário das 20H00 todos mas todos os canais RTP1, SIC, TVI, RTP Informação, SIC Notícias, TVI24, CMTV, só davam Benfica e mais Benfica e mais Benfica, eram os benfiquistas no Marquês de Pombal, eram os benfiquistas nas Casas do Benfica do país inteiro, era o jogo, caramba! Uma seca tão grande  de Benfica a abrir prolongadamente todos os noticiários que desisti, não vi notícias. Morando em Lisboa vou começar a torcer veementemente para que seja o Futebol Clube do Porto a ganhar tudo e mais alguma coisa que haja para ganhar no mundo do futebol, pois embora alguns portistas residentes em Lisboa também vão para a rua fazer barulho a festejar vitórias do seu clube são em muito menor quantidade e chateiam muito menos.

DE PASSAGEM - Coisas que me irritam

Ontem passei num dos supermercados aqui da zona a comprar três coisitas. Como (quase) sempre naquela loja só metade das caixas estavam a funcionar e as filas para pagamento eram grandes. Optei pela caixa que tem o sinal para clientes prioritários, que regra geral evito pois nunca se sabe quando vão aparecer prioritários aos montes e/ou cheios de compras, pois era a única onde a fila, pela quantidade de pessoas e volume de compras, teria um tempo de espera razoável. Mas logo no momento em que tomei essa opção decidi que se começasse a ser ultrapassada por prioritários desistia e ia a outro supermercado (felizmente há vários). E o pior dos piores aconteceu. Fui ultrapassada por "prioritários" com um cesto a abarrotar de compras. O "prioritários" é mesmo "prioritários" entre aspas. Marmanjos que vão para o supermercado carregando um bébé mínimo, com um ou dois meses de vida, obviamente de propósito para terem direito a usar a caixa prioritária escapando das filas para pagamento. Era um casal jovem que podiam - e deviam - ter dividido as tarefas, de tomar conta do bébé e de ir às compras, ficando um deles com o bébé em qualquer sítio mais próprio e simpático para um bébé daquela idade do que um supermercado e indo o outro às compras sem bébé. Eu acho muito mal que seja considerado "prioritário" qualquer par onde só um dos elementos é prioritário, uma coisa é uma mãe, ou um pai, que tem de ir às compras sózinho com os filhos, ou uma grávida que tem de ir às compras sózinha, ou uma pessoas velhota com dificuldades de locomoção que tem de ir às compras sózinha, ou seja quem fôr com dificuldades de locomoção que tem de ir às compras sózinha, são sem dúvida prioritários e eu dou-lhes prioridade mesmo que esteja num local sem caixas prioritárias assinaladas. Outra coisa é um par de pessoas em que só uma é prioritária e só vai às compras na companhia da prioritária de propósito para não esperar nas filas de pagamento. Mas a interpretação do prioritário pelos funcionários das caixas é sempre dar prioridade a qualquer prioritário, ainda que esteja integrado num grupo excursionista de 30 marmanjos sem qualquer razão para serem prioritários. Mesmo que não tivesse decidido previamente que me vinha embora sem compras se aparecessem prioritários, tê-lo-ia decidido naquele momento por não reconhecer a prioridade daqueles dois marmanjos. E foi o que fiz. Já tinha as minhas poucas coisas pousadas na caixa porque as pessoas à minha frente também tinham poucas compras e cabia tudo no tapete da caixa, pedi licença para passar a essas pessoas e aos marmanjos "prioritários" e saí, dizendo à funcionária da caixa "Vou deixar aí as compras, vou embora.". A marmanjona de bébé ao colo mostrou bem a má consciência, em vez de ficar calada, como devia, a minha saída podia ter a ver com ela mas também podia não ter nada a ver com ela, eu não justifiquei porque estava a sair desistindo das compras, e disse, alto e bom som, obviamente para eu, que já ia em direcção à saída, ouvir "Não sabem ler, não vêem que estão numa caixa prioritária.". Evidentemente ignorei-a, nem sequer lhe dei a importância de olhar para trás mostrando que a tinha ouvido, continuei a andar como se ela não tivesse dito nada. Mas só para não armar uma confusão até porque com gentalha deste género não vale a pena argumentar. Porque na realidade tive vontade de lhe responder que sabia ler muito bem e de explicar-lhe, muito bem explicadinho, tudo o que escrevi aqui neste 'post'.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

COISAS QUE EU DETESTO - Desculpas esfarrapadas

Fui comprar cigarros, repito CIGARROS, a um café de bairro onde vou algumas vezes e onde já várias vezes comprei cigarros, repito CIGARROS. Não havia a marca que costumo comprar e o stock estava mesmo em baixo, não havia praticamente nada. Entre o quase nada estavam uns maços, iguaizinhos aos maços de cigarros, com uma marca qualquer esquisita e minha desconhecida. Perguntei à senhora do café quanto custavam "aqueles CIGARROS" e tinham um preço baratézimo. Julguei que era uma nova marca de cigarros em campanha promocional de lançamento (que agora é "moda") e pedi-lhe um maço. Ela deu-mo e, por sorte, resolvi ler o maço antes de o abrir. E descobri que não eram cigarros mas sim cigarrilhas (ou seja, "mata-ratos" ou não seriam daquele preço nem mesmo em campanha promocional). Disse à senhora "Isto não são cigarros são cigarrilhas, eu fumo cigarros, não fumo cigarrilhas.", resposta dela, toda pespineta "Eu não fumo, não sei nada disso.". A minha vontade foi mandá-la para um sítio começado por c. Ou, pelo menos, dizer-lhe que se não sabia nada dum produto que tinha à venda era uma grandessíssima incompetente, ou que se não fuma e isso a impede de ter conhecimentos sobre produtos de tabaco o melhor era não ter produtos de tabaco à venda. Não disse nada, fiquei-me por pensar, mas certo e seguro que nunca mais lá compro cigarros nem que tenha de  ir mais longe enfrentando uma tempestade, ou que tenha de ficar sem cigarros, como, aliás, já não comprei hoje, apesar de no stock diminuto ainda existirem mais umas duas ou três marcas. Porque esta gente tem comércios que dependem dos clientes mas deve achar que os clientes é que dependem da loja, que faz um grande favor aos clientes por ter a loja aberta. O que é que interessa se ela fuma ou não fuma, se bebe ou não bebe bebidas alcoólicas, se come  ou  não come chocolate, se consome ou não consome seja lá o que fôr que tem à venda no estaminé?!?!?! Se tem os produtos à venda  tem de ter um mínimo de conhecimento sobre eles quer os consuma ela própria quer não, e não pode dar cigarrilhas a quem lhe pede cigarros e, muito menos, pode responder que o fez porque não fuma e não percebe nada disso sem sequer pedir  desculpa pelo erro causado pela sua ignorância.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

COISAS QUE EU DETESTO - Ganância - 2

Li ontem no Público que um cavalheiro, que foi Governador Civil de Coimbra e, posteriormente, deputado na Assembleia da República, decidiu requerer, ao abrigo do período de carência de aplicação da lei estabelecido na lei (do governo de José Sócrates) que (ex)terminou as subvenções vitalícias a que os deputados tinham direito após alguns anos no exercício das funções, a sua subvenção vitalícia. Acontece que o dito cavalheiro só tem o número de anos suficiente para ter direito à subvenção somando os anos em que exerceu o cargo de Governador Civil aos anos em que foi deputado. E acontece que ele não suspendeu as funções de deputado para exercer as de Governador Civil, ou seja, nunca tinha sido deputado antes de ser Governador Civil. E portanto a Presidente da Assembleia da República recusou atribuir-lhe a dita subvenção por considerar que ele não tem direito a ela. E não é que ele contratou um advogado e pôs um processo em tribunal ao estado contestando a decisão da Presidente da A.R.?!? Espero que o tribunal dê razão à Presidente da A.R e confirme a recusa e que a ganância dele o leve apenas a gastar umas centenas ou milhares de euros com os honorários do advogado e as custas de justiça.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

COISAS QUE EU DETESTO - Ganância

Acabei de ler nos e-jornais que, apesar da cadeia de supermercados que no 1º de Maio do ano passado fez a campanha de 50% de desconto para compras de valor superior a 100 euros, ter divulgado antecipadamente aos média que não iria repetir a campanha este ano, bandos de gente mesquinha e gananciosa fizeram filas gigantescas, logo pela manhã, antes da hora de abertura, à porta das lojas da dita cadeia na mira de voltarem a atafulhar-se de compras a metade do preço. Bem feito que "deram com os burrinhos na água"!

Dar com os burrinhos na água

sábado, 30 de março de 2013

COISAS QUE EU DETESTO - Mau atendimento ao cliente



O comércio em Portugal prima pela falta de cordialidade e de empenho na resolução de problemas dos seus clientes com as mercadorias que adquirem. Excepcionando-se as grandes cadeias de super e hipermercados,  em quase todo o lado é uma complicação trocar uma mercadoria defeituosa e, pior, nem sequer admitem o defeito e desculpam-se insistentemente afirmando que não há nenhum defeito na  mercadoria mas sim  culpa  do cliente que fez alguma coisa errada. Acabou de me acontecer com a loja A.Justo – Tricots Brancal da Rua dos Fanqueiros. No início deste mês adquiri lá 5 meadas de fio de algodão. Dobei as 4 primeiras sem qualquer problema, há mais de 20 anos que uso fios em meada e que sou eu que dobo as meadas e até tenho uma dobadoura. Ao tentar ontem dobar a última meada, para terminar o trabalho que fiz com o fio, a tarefa revelou-se uma missão de pôr os nervos e a paciência à prova, e de ocupar várias horas, porque a meada está toda embaraçada, em meia hora consegui apenas fazer um novelo do tamanho de uma noz. Hoje telefonei para lá a explicar a situação e a perguntar se trocavam a meada. A resposta do proprietário da loja que me atendeu deixou-me com vontade de o mandar à merda. Não só não trocam, como não se ofereceram para dobarem eles a meada, como, ainda por cima, levei com um discurso sobre a impossibilidade da meada estar embaraçada e de, portanto, ser óbvio que fui eu que a embaracei por não saber dobar meadas de fio. Como já referi eu sei dobar meadas de fio, tenho a certeza absoluta de que não fiz nada errado com a meada e tenho também a certeza absoluta de que a dita meada, por alguma razão, está toda embaraçada de origem, não fui eu que a embaracei. Mas vou ter de ser eu a gastar horas e a esturrar a paciência a desembaraçá-la porque o proprietário da loja onde a adquiri se está a marimbar para os seus clientes, a única coisa que lhe interessa é defender que a mercadoria que vende tem uma qualidade seguramente 100% irrepreensível. Consegui não o mandar à merda no fim da conversa, limitei-me a cortar o longo discurso dele, de que só podia ter sido eu a embaraçar a meada, de uma maneira abrupta e a desligar o telefone. Mas ele perdeu uma cliente pois eu nunca mais lá vou comprar nada. E depois queixam-se de que não têm clientes e põem as culpas nos centros comerciais. Se calhar era preferível fazerem um exame de consciência e perceberem que perdem clientes por causa do seu próprio comportamento que não é focado no cliente em nada desde os horários praticados até ao atendimento das reclamações apresentadas.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

COISAS QUE EU DETESTO - Prosélitos religiosos



Não acredito em Deus nem percebo como é que alguém pode acreditar. Mas respeito quem acredita, tem fé, segue uma qualquer religião e não tento convencer nenhuma dessas pessoas de que estão erradas porque Deus não existe, apesar de ter a certeza de que Deus é uma invenção delas. Por isso DETESTO prosélitos religiosos. Hoje estava na Alameda à espera de um autocarro e fui abordada por uma senhora que queria dar-me um jornal. Já anteriormente me tinham dado um jornal naquele local, que eu aceitei porque ia em andamento e porque pensei que era um jornal normal, com notícias de actualidade, dos vários gratuitos que são distribuídos na cidade. Mas quando comecei a lê-lo percebi que era um jornal-prosélito da Igreja Universal do Reino de Deus que tem a sua igreja-sede ali mesmo, no edifício do antigo cinema Império. Por isso desta vez desconfiei e, em vez de aceitar o jornal, perguntei à senhora “Que jornal é esse? É da IURD?”. A senhora confirmou e eu disse “Não quero, obrigada.”. E ela “O que é que tem contra a IURD?”, respondi “Nada de especial. Não sou religiosa de nenhuma religião nem quero ser, é só isso.” Ela aproveitou para levar mais longe o seu proselitismo “Sabe que Deus é paz e que o mundo está assim por as pessoas não praticarem nenhuma religião. Concorda comigo, não concorda?”, obviamente que a minha resposta foi “Não. Não concordo mesmo nada, discordo em absoluto. Eu sou boa pessoa, não faço mal a ninguém, sou uma pessoa de paz e não sou religiosa. E conheço mais imensas pessoas como eu”. E ela, insistente “Mas Deus não é uma religião, Deus é Deus.”. Respondi “Eu não acredito em Deus.”, aí a mulher  perdeu a compostura “Ai não acredita???? Pois vai ver se não chama por ele quando tudo desabar!!!” e eu (apesar de não saber o que era o “tudo” que ia “desabar”) respondi-lhe “Se isso acontecer, quando acontecer, logo se vê, é problema meu!”.  Ela já estava vermelha de frustração e fez a última tentativa de me converter, estendeu-me o jornal, “Mas fique com o jornal na mesma.”, e eu pus ponto final na conversa “Não, não fico. Já lhe disse que não quero o jornal!”. Foi embora furibunda, quase que eu via fumo a sair-lhe das orelhas (pelos vistos acreditar em Deus e praticar uma religião não faz com que ela seja assim tanto de paz, ou teria ficado tranquila com a minha recusa).