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terça-feira, 12 de maio de 2015

COISAS QUE NÃO ENTENDO - O comportamento dos peregrinos

Das milhentas notícias que por esta época do ano sempre inundam os média portugueses por causa do culto mariano de 13 de Maio em Fátima, houve algumas que este ano me deixaram estupefacta. Os peregrinos que morreram atropelados por um automóvel que se despistou. Independentemente da responsabilidade do energúmeno que conduzia o automóvel, alcoolizado, sob o efeito de drogas e em excesso de velocidade, não percebo porque é que os peregrinos insistem em usar estradas para fazerem o percurso quando têm percursos pedestres alternativos, não percebo que aleguem que esses percursos alternativos são mais longos, afinal vão a pé por fé e sacrifício, não têm fé suficiente nem capacidade de sacrifício suficiente para fazerem mais 10 ou 15 ou 20 quilómetros? Estranha fé e estranha noção de sacrifício. Também não percebo porque é que as autoridades rodoviárias não os proíbem de ir pelas estradas, deviam proibir, e multar e retirar das estradas os que desobedecessem. E a que achei a mais incrível de tudo: um grupo de peregrinos, entrevistado por uma TV.  Indagados se não tinham medo de andar na estrada depois do que tinha acontecido ao outro grupo que foi atropelado, responderem que não tinham medo porque Nª Sra. de Fátima os protegia. Para mim esta resposta infere que Nª Sra. de Fátima não protegia os que foram atropelados e morreram, infere que eles se considerem merecedores duma protecção que os outros não mereciam, demonstrando uma arrogância que é seguramente pecado pois até para quem, como eu, não é religioso é  mau-carácter. Ou então é estupidez, que sempre é menos mau e que será certamente perdoado pela religião católica, "Perdoai-lhes senhor porque não sabem o que fazem", no caso "o que dizem".

quinta-feira, 23 de abril de 2015

COISAS QUE NÂO ENTENDO - Limpa graffiti



Ontem à noite, uma barulheira não identificável na rua despertou a minha curiosidade. Fui à janela e deparei com duas carrinhas, uma das quais com luz rotativa amarela no tejadilho, sinalizando veículo de trabalho público, e com um “www graffiti qualquer coisa” pintado na carroçaria, e um bando de jovens que andavam a eliminar os pseudo-graffiti (na realidade borradas de tinta preta) que existiam em várias paredes e montras aqui pela rua. Os métodos usados, dependendo da superfície a limpar, eram três, um pano embebido em petróleo ou algum derivado, que cheirava que tresandava, nos vidros, água à pressão (que fazia a enorme barulheira que chamou a minha atenção) para as superfícies de pedra, e tinta para as paredes pintadas. Para além de achar inacreditável fazerem um trabalho com toda aquela barulheira da agulheta de água à pressão naquele horário (neste pedaço de rua onde moro andaram entre as 23H30 e as 0H30 e continuaram rua fora) numa noite de um dia de semana, também achei muito estranho o método de pintura usado nas paredes pintadas já que me pareceu evidente – embora no momento, dada a falta de luz, não conseguisse ver bem o resultado – que era impossível o bocado de parede pintado de fresco ficar no mesmo tom do resto das paredes dos prédios contemplados, por muito igual que fosse a tinta utilizada. E esta manhã comprovei. Nota-se perfeitamente o remendo de pintura e, pior, ainda se percebem os graffiti-borrões pretos por baixo. Ou seja, em minha opinião, no que toca às paredes pintadas, foi “pior a emenda do que o soneto”. E não entendo que raio de serviço é aquele. Suponho que seja um serviço encomendado pela Junta de Freguesia ou pela Câmara Municipal pois a única alternativa era ser trabalho voluntário. Mas seja o que fôr como é que vão borrar paredes de prédios de propriedade privada sem autorização dos proprietários? Se eu fosse proprietária de um prédio borrado com graffiti preferia ter lá o borrão preto do pseudo graffiti do que ter um remendo de tinta a tapá-lo mal e porcamente.

domingo, 5 de outubro de 2014

COISAS QUE NÃO ENTENDO - as unhas não crescem?

Uma das características publicitada das "unhas de gel" e do "gelinho" é a durabilidade de semanas ou meses. Não consigo perceber como é que isso é importante. As minhas unhas crescem ao ritmo de um ou dois milímetros por semana portanto se eu colocasse gel ou gelinho nas unhas ao fim de uma semana já teria um ou dois milímetro de base da unha sem gel nem gelinho e ao fim de 4 semanas já teria  quase um centímetro de base de unha ao natural. O que, obviamente, não corresponde a umas unhas bonitas nem bem arranjadas, pelo contrário, umas unhas todas ao natural são umas unhas muito mais bonitas do que umas unhas com metade coberta de gel e a outra metade ao natural. Será que as unhas das pessoas que usam gel ou gelinho não crescem?

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

COISAS QUE NÃO ENTENDO - Pais incompetentes



Segundo as notícias, uma bébé de 4 meses morreu com queimaduras de água a ferver infligidas pelo pai que só chamou socorro muitas horas depois, quando a criança já era cadáver. Na autópsia detectou-se que a criança tinha várias marcas de agressões anteriores e álcool no estômago. Os vizinhos dizem que o casal, que tinha outra criança com 18 meses que na sequência da morte da irmã foi posta à guarda duma instituição, era normal, que a mulher era muito reservada mas que o homem era muito simpático, mas vão dizendo que, apesar de viverem de rendimento mínimo, ele fazia compras – numa mercearia do bairro – aos caixotes e sacadas, kgs e kgs de batatas, kgs e kgs de cebolas, etc., e que dizia que queria ter 5 filhos.  Foram ambos detidos, a mulher foi libertada depois de interrogatório que concluiu que não estava em casa quando a bébé foi queimada e morreu, e que era também ela vítima de violência por parte do homem, o homem ficou em prisão preventiva depois de presente ao juíz, acusado de homicídio da bébé. É óbvio e evidente que este casal é absolutamente incompetente para ter filhos. Cada vez mais acho que toda a gente que tem filhos devia ser avaliada em todas as vertentes, psicológica, sócio-económica, etc. para aferir se tem, ou não tem, competência parental. E se não tiver ou a falha pode ser colmatada com acompanhamento e apoio e estes devem ser disponibilizados, ou é uma falha impossível de colmatar e os filhos devem ser-lhe imediatamente retirados e, tanto o homem como a mulher devem ser compulsivamente esterilizados para não poderem produzir mais crianças.

domingo, 10 de agosto de 2014

COISAS QUE NÃO ENTENDO - A estupidez

Segundo as notícias um casal de 40 e picos anos saltou, com dois filhos de 4 e 5 anos, uma vedação junto ao Farol do Cabo da Roca e foi colocar-se na beirinha da falésia para ser fotografado pelos filhos. O resultado foi desequilibrarem-se, ou porem os pés em terreno solto, e despencarem falésia abaixo, morrendo. Agora andam uma data de meios, bombeiros, polícia marítima, de barco, de helicóptero e por terra, a porem as suas próprias vidas em risco para recolherem os cadáveres. Para além de achar inacreditável a estupidez de saltarem uma vedação para irem para a beira da falésia e ainda levarem os filhos criancinhas com eles, também acho inacreditável, ou, melhor dizendo, inaceitável que agora se ande a gastar uma pipa de massa de dinheiro público em meios e se ande a pôr em risco a vida de uma data de socorristas para recuperar os cadáveres. Quando é para recuperar alguém vivo, mesmo que esteja em "maus-lençois" por ter tido uma atitude estúpida, eu entendo. Mas nestes casos em que as pessoas morrem por se terem colocado em risco por pura estupidez, não entendo. Acho que os cadáveres deviam ser deixados onde ficam, seja em falésias, seja no mar, no rio, onde fôr, que não se deviam colocar meios públicos a fazer este trabalho. Se os familiares ou os amigos quisessem que pagassem o resgate dos corpos. Isto, na realidade, devia chamar-se "coisas que me irritam", porque colocar meios a recuperar cadáveres de gente que morreu unicamente pela sua estupidez, gastando dinheiro público e pondo em risco vidas de socorristas IRRITA-ME MESMO!

domingo, 25 de maio de 2014

PODE??? - Mais uma abstenção gigante se adivinha

Estou farta dos meus concidadãos que se queixam a torto e a direito, do governo do País e da Europa, mas que quando chega a altura de votar se baldam. Já concluí que muitos se baldam porque não percebem nada de nada da maneira como a contagem de votos é feita em Portugal e pensam que abster-se é marcar uma posição. Mas seja como fôr se não votam também não têm direito a queixar-se mesmo que as queixas tenham motivo válido. E decidi: a partir de agora qualquer um que venha para cima de mim com conversa de queixas do estado das coisas vai ser interrompido com duas perguntas, primeiro "Votou?", segundo "Não votou em quem está no governo?", e se não votou ou se votou em que está no governo, recuso-me a ouvir as queixas, que vá lamentar-se para outro lado.

domingo, 27 de abril de 2014

PODE??? - Clientes suuuuupeeeeer fiéis

O restaurante do prédio aqui do lado esteve fechado 2 ou 3 semanas porque o proprietário (que junto com a mulher são os únicos trabalhadores do negócio) foi fazer uma cirurgia. E, pelos vistos, resolveu aproveitar a oportunidade para também fazer uma "cirurgia" ao restaurante pois desde ontem que andam lá operários a demolir todo o interior. Para meu espanto, o pessoal daqui da vizinhança que costuma passar os sábados e os domingos lá, a beber copos, a almoçar, a beber copos, a jantar, a beber copos, praticamente desde que o espaço abre - cedo - até que fecha - tarde -, como constato das poucas vezes que lá vou e das muitas que passo lá à frente, passou todo o dia de ontem e todo o dia de hoje especado lá à porta a ver as obras. Caramba! Devem sentir-se "orfãos" com aquele local fechado. Mesmo continuando, na realidade, fechado, só o facto de ter movimento, das obras, fez com que toda aquela gente saísse de casa para se plantar lá à porta, a "comer" pó e a "beber" ruído. Não sei se é fidelidade canina, ou falta de imaginação??? Só sei que este 'post' também podia ser publicado sob o título "Coisas que eu não entendo".

domingo, 20 de abril de 2014

COISAS QUE NÃO ENTENDO - Fanatismo

Não entendo fanatismo nenhum. E este 'post' também podia estar sob o título "Coisas que eu destesto" porque na realidade  detesto todo e qualquer fanatismo. Mas o que vou falar neste 'post' é o fanatismo futebolístico, no caso concreto o fanatismo Benfiquista. O Benfica ganhou hoje, antecipadamente, o campeonato. Desde o final do jogo, que foi aqui em Lisboa no Estádio da Luz, que não param de passar carros a buzinar aqui na rua e nas ruas circundantes, numa "sinfonia" insuportável de buzinas, uma barulheira infernal, que já dura há mais de uma hora e que só dá vontade de ter uma caçadeira e pontaria e ir para a janela dar-lhes uns tiros nos pneus. Como não bastasse de massacre, quando liguei a TV para assistir um noticiário das 20H00 todos mas todos os canais RTP1, SIC, TVI, RTP Informação, SIC Notícias, TVI24, CMTV, só davam Benfica e mais Benfica e mais Benfica, eram os benfiquistas no Marquês de Pombal, eram os benfiquistas nas Casas do Benfica do país inteiro, era o jogo, caramba! Uma seca tão grande  de Benfica a abrir prolongadamente todos os noticiários que desisti, não vi notícias. Morando em Lisboa vou começar a torcer veementemente para que seja o Futebol Clube do Porto a ganhar tudo e mais alguma coisa que haja para ganhar no mundo do futebol, pois embora alguns portistas residentes em Lisboa também vão para a rua fazer barulho a festejar vitórias do seu clube são em muito menor quantidade e chateiam muito menos.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

COISAS QUE NÃO ENTENDO - Eusébio



Não tenho nada contra Eusébio. Pelo contrário, apesar de não ser amante de futebol gosto de ver jogos bem jogados e gosto de ver  os passes, os remates, os golos de jogadores de excepção como era Eusébio. Também gostava do homem (público já que nunca o conheci de facto) Eusébio, achava-o simpático, simples, agradável e com sentido de humor. Portanto o que eu não entendo não é o Eusébio propriamente dito mas a histeria e a “palhaçada” colectiva à volta da sua morte. Tudo bem que o Benfica, os benfiquistas e o todo povinho que adora futebol mesmo não sendo benfiquista, e as mais diversas entidades públicas o quisessem homenagear. Mas não consigo entender a necessidade de andar com o cadáver em bolandas, do estádio da Luz para a outra ponta da cidade até à Praça do Município, da Praça do Município outra vez para a Luz (para uma igreja desta feita), para já não falar do velório com o cadáver à vista a ser beijocado por milhentas pessoas (uma nojeira, óptima para transmitir vírus e bactérias). Sou completamente anti cerimónias e ainda mais anti cerimónias fúnebres com um cadáver como estrela da festa. Na realidade acho mesmo esta exibição de cadáveres uma tremenda falta de respeito pelo morto, que deveria ser recordado como era em vida e não como um corpo morto. E também não entendo a necessidade das pessoas em olhar e beijar o cadáver, em tocar no carro funerário, em entupir o cemitério quase inviabilizando o enterramento. E ainda entendo menos atendendo a que a maior parte destas pessoas acredita, contrariamente a mim, em vida depois da morte, na existência de “alma” e, portanto, acredita que a morte é a “alma” que abandona o corpo. Assim sendo... não dá mesmo para eu entender a importância que dão ao corpo morto, sem “alma”, cadáver. E também não entendo o bruá-á-á que as declarações de Mário Soares sobre Eusébio, que foram apenas verdades (disse, entre outras coisas elogiosas, que ele era uma pessoa pouco instruída), causaram. Para o tacanho povinho deste país quem morre vira santo. Não se pode dizer nada de um morto que não seja elogioso. Mesmo que esse morto tenha sido um diabo em vida, que não foi o caso, ou tenha sido ignorado em vida, que foi o caso. Eusébio terminou a sua carreira como futebolista num cafundó-de-judas e, como na sua época de glória os futebolistas não ganhavam os balúrdios que ganham actualmente, até passou dificuldades por nem o Benfica nem nenhuma entidade se preocuparem em o compensar por tudo o que agora o põem nos píncaros, só o actual presidente do Benfica lhe deu a importância que ele merecia e cargos remunerados.

sábado, 7 de setembro de 2013

COISAS DE QUE EU GOSTO - Exposição Freguesias de Lisboa - Passado e Futuro

Esta exposição, de entrada livre, está patente no edifício-sede da Câmara Municipal de Lisboa, na Praça do Município. Está organizada em núcleos correspondentes às freguesias que vão vigorar a partir das próximas eleições autárquicas e cada núcleo mostra a freguesia como vai ficar e uma pequena história do seu passado. Achei muito interessante, merecedora de uma visita
(O que segue podia estar num 'post' sob o título "COISAS QUE  NÃO ENTENDO")
Para meu espanto, e como (quase) sempre me acontece quando visito uma exposição, enquanto circulei por lá entraram mais alguns visitantes com um comportamento que não consigo entender o que vão fazer às exposições?!?!? Só se fôr para anotarem num caderninho as exposições onde entraram, repito, ONDE ENTRARAM, NÃO que visitaram. Desta vez entrou uma família, pais e três filhos adolescentes, deram a volta às salas à velocidade da luz, tão rápido que não tiveram nem tempo de ler os nomes das freguesias, e saíram. E entrou um senhor dos seus 70's anos que deu a volta às salas também em passo rápido parando em cada núcleo apenas o tempo suficiente para recolher um de cada dos postais-oferta disponibilizados  com a vista de satélite e fotografias de pontos de interesse presentes e passados de cada freguesia.

terça-feira, 11 de junho de 2013

PODE??? - Noção de privacidade (falta de)



Hoje estava eu no McDonald’s da Av. da República (passe a publicidade que eles nem precisam) e senta-se numa mesa à minha frente uma fulana, 40 e tais anos, não muito gorda mas daqueles gordinhos que (a mim) metem impressão porque são todos gordos, ou seja, até os pés e as mãos têm banha, carne a mais. Sandálias de salto alto com uma tira a vincar, bem enterrada, a carne gorda dos pés, (não sei como aguentam, eu nem conseguiria caminhar com um sapato a torturar-me os pés daquela maneira), e a mostrar umas unhas pintadas e uns calcanhares maltratados, vestidinho piroso metido a fino, cabelo pintado de louro platinado e esticado, até aos ombros. Mal se sentou pegou no telemóvel e ligou para uma amiga a quem tratou todo o tempo por “amiga” e por você. E eu fiquei a saber: que ela dá aulas, que mora na zona de Odivelas, que é casada, que o marido vendeu um automóvel há dois anos, que recebeu uma coima das finanças por causa da não liquidação do imposto de selo desse  automóvel, que hoje foi para as finanças de manhã para resolver esse assunto e que ainda lá estava naquele momento (3 da tarde) porque as finanças estavam cheias de gente com o mesmo problema, que uma outra amiga tinha ido passar o passado fim de semana a Óbidos onde ela própria passou um fim de semana há pouco tempo, que precisava mandar pôr umas capas nas sandálias que trazia calçadas e ia ao sapateiro que costuma usar, ali algures no Saldanha, quando acabasse de comer, que a amiga com quem estava a falar anda a ser (ou elas acham que anda a ser) encornada pelo marido  e teme que ele se balde a ir com ela um casamento para que estão convidados no próximo fim de semana e ela aconselha-a a não dizer ao marido a que horas é o casamento para ele não ter oportunidade de inventar outro compromisso para a mesma hora.  Eu não fiz esforço nenhum para ouvir tudo isto, pelo contrário, teria era de fazer esforço para não ouvir. E não ouvi mais porque entretanto acabei de comer e fui à minha vida. Há (muitas) pessoas não se enxergam, não têm a menor noção de privacidade, falam ao telefone em público como se estivessem em casa.

sábado, 13 de abril de 2013

COISAS QUE NÃO ENTENDO - Onde Judas perdeu as botas

O "Onde Judas perdeu as botas" é apenas, no caso, a expressão que me ocorre de cada vez que me deparo com o que segue em imagens. De resto não tem nada a ver com as botas de Judas, não só porque nem sempre são botas, como porque a expressão é normalmente usada para designar um local desconhecido, (reza a lenda que Judas depois de ter sido pago para trair Jesus foi encontrado sem botas, botas essas onde guardara o pagamento que recebera e que, por isso, foram muito procuradas mas nunca ninguém as encontrou), e isto passa-se em Lisboa, um pouco por toda a cidade, praticamente não há dia em que eu não tope com a situação, se fotografasse todas já teria umas centenas de fotografias, ainda hoje vi várias, uma delas com uns 15 pares juntos, que não fotografei porque nem sequer tinha a máquina comigo.


E o que eu não entendo é porque é que há tantas pessoas a deixarem os sapatos que já não querem mas ainda estão utilizáveis largados num qualquer canto duma qualquer rua?!?!?!? Suponho que a intenção seja que alguém os aproveite mas, assim sendo, porque não vão entregá-los a uma instituição que os encaminhe para quem precisar? Deixá-los na rua só serve para fazer lixo e para, provavelmente, ninguém os aproveitar porque acabam por ficar destruídos pela chuva, pelo sol, ou por algum cão, ou acabam por ser recolhidos para o lixo por funcionários de limpeza da câmara.

sábado, 2 de março de 2013

COISAS QUE NÃO ENTENDO - Os portugueses



Hoje é dia de manifestações, contra o governo, contra a 'troika', com grande adesão. Entendo -  e partilho - a indignação, embora raramente alinhe em manifestações porque tenho fobia a multidões qualquer que seja o motivo por que se reúnem. Mas eu sempre exerci o meu direito de voto e não dei o meu voto nem a este actual vil e miserável governo nem a nenhum dos anteriores tão, ou quase tanto, vis e miseráveis como este. As pessoas que participam nestas manifestações não correspondem às pessoas que, como eu, votaram e não votaram em quem nos governa e nos tem governado, embora algumas façam parte desse grupo, muitas outras não fazem. E o que eu não entendo é onde é que estava, ou em quem votou, essa gente desde que o buracão onde estamos metidos começou a ser escavado??? Elegeram o Aníbal Cavaco Silva e reelegeram-no, elegeram o António Guterres e reelegeram-no (ele é que não completou o 2º mandato), elegeram o Durão Barroso e só não o reelegeram porque ele resolveu “emigrar” para um vistoso e bem pago cargo europeu antes sequer de terminar o primeiro mandato. Depois de termos levado com o Pedro Santana Lopes que ninguém elegeu e que o Jorge Sampaio suportou por pouco tempo, elegeram e reelegeram o José Sócrates e depois, para completar a desgraça, elegeram o Pedro Passos Coelho. E  o mais incrível é que as sondagens mostram que se se fizessem eleições legislativas agora era novamente o Pedro Passos Coelho que era eleito?!?!?!?  Que raio de gente é esta?  São débeis mentais? Porque é que não usam as eleições para manifestar a indignação? Se acham que são todos uma cambada de incompetentes (para não dizer as outras coisas piores que eu acho) porque é que os elegem? Ou se baldam aos actos eleitorais permitindo que sejam eleitos? Porque é que não vão às urnas votar noutros ou votar em branco? Por muito positivo que seja manifestarem-se desfilando e cantando Grândola Vila Morena, escolherem gente como deve ser nas eleições ou votarem em branco para declararem que não consideram gente como deve ser nenhum dos candidatos seria certamente muito mais positivo e efectivo.

Não consigo mesmo entender?!?!?!?

domingo, 13 de janeiro de 2013

COISAS QUE NÃO ENTENDO - A mala Chanel



Uma menina chamada Filipa qualquer coisa e conhecida por Pepa, que é ‘blogger' de moda, disse numa campanha publicitária para a Samsung que um dos seus desejos para 2013 era adquirir uma mala Chanel. Como a dita cuja mala custa pelo menos uns 3.000 euros “caiu o Carmo e a Trindade”, o video da campanha tornou-se viral na Internet, os comentários a arrasar a Pepa surgiram como cogumelos em dia de chuva, a Samsung retirou a campanha, tudo o que é jornal e TV noticiou e /ou comentou o caso.

E este não-assunto tornou-se um assunto nacional e quer a Samsung, quer a Pepa, quer a Chanel ganharam publicidade grátis que mesmo que não seja muito positiva é publicidade de qualquer modo.

Eu não entendo, 1. qual foi a ideia da Samsung, que não tem nada a ver com moda, de fazer uma campanha publicitária com os desejos para 2013 de pessoas relacionadas com a moda, Pepa incluída. 2. A ingenuidade (?) da Pepa de ir dizer, numa época de crise, num meio de divulgação super público, que tinha o desejo de comprar uma mala carézima. 3. o arraso feito à Pepa por ter manifestado esse desejo (ela deseja comprar a mala com o seu dinheiro e não roubá-la nem roubar dinheiro para a comprar, ela não é rica, ao que foi noticiado ganha 700 euros por mês, qual é o problema dela querer gastar 5 ou 6 meses do que ganha para comprar uma mala? Eu acho uma frivolidade, seria muito mais interessante gastar 3.000 euros a viajar do que a comprar uma porcaria duma mala que custa muito mais do que realmente vale por causa da marca que ostenta, mas..., se o dinheiro é da Pepa, ganho pela Pepa com o seu trabalho, não tenho nada a ver com isso, ninguém tem nada a ver com isso. E se ela tivesse dito que desejava fazer uma viagem não de 3.000 mas de 10.000 euros? Aposto que ninguém lhe tinha “caído em cima”..., (o problema aqui, ao que parece, é a mala?!?!?). 4. A super importância dada pelos média ao assunto, com notícias, comentários e entrevistas à Pepa.

E também não entendo como é que começou este arraso à Pepa por causa do desejo de comprar uma porcaria duma mala?!?!? Foi apenas um invejoso, que também queria comprar uma mala Chanel ou outra porcaria de marca carézima, que depois arrastou uma multidão de invejosos? Foi alguém que queria mesmo arrasar a Pepa e aproveitou a oportunidade? Foi a própria Pepa para ter uns minutos de fama?  Foi a concorrência da Samsung?  Foi a própria Samsung para dar à marca a visibilidade que não estava a ser conseguida pela campanha? Foi o governo, ou algum seu apaniguado, para arranjar um tema que desvie as atenções?

A única coisa que entendo, de todo este "bruá-á-á" em torno dum desejo de comprar uma mala, é que a ‘silly-season’ já não é apenas no Verão, alastrou ao ano inteiro. 'Shame on you media!!!'

quarta-feira, 2 de maio de 2012

COISAS QUE NÃO ENTENDO - 1º de Maio consumista

O ponto de vista da cadeia de supermercados que fez a campanha de 50% de desconto no dia 1º de Maio... eu  entendo, embora DISCORDE TOTALMENTE E ABSOLUTAMENTE desse ponto de vista, na realidade acho-o um NOJO TÃO GRANDE que  fiquei com vontade de nunca mais pôr os pés nos ditos supermercados cujo nome estou a omitir propositadamente e pela mesma razão. 
O que eu não entendo  é o  povinho que “embarcou” na promoção aos magotes sujeitando-se a passar horas numa fila para entrar no supermercado, sujeitando-se a fazer compras num supermercado a abarrotar de gente e com stocks permanentemente em ruptura,  portanto sem as mínimas condições para comprar com discernimento e escolha sensata, arriscando-se a comprar o que não precisava, arriscando-se a comprar produtos com o prazo a acabar e sujeitando-se a mais umas largas horas de espera para passar nas caixas e sair do supermercado.  A ganância pelo desconto de 50% fez de certeza muita gentinha gastar dinheiro que lhe vai fazer falta para outras coisas e comprar muita coisa que não lhe faz falta nenhuma. Para já não falar das cenas de pancadaria em que alguns se envolveram. Povinho estúpido, mesquinho e ganancioso que por um desconto se comporta com a mesma avidez que os desgraçados subnutridos e famintos de alguns países africanos que recebem uma distribuição de arroz ou farinha. E nem sequer foram os muitos necessitados que correram para esses supermercados a abarrotarem-se de compras como se em muitos dias seguintes não fosse possível comprar nada em parte alguma, a campanha tinha um valor mínimo de compra e os muito necessitados não têm dinheiro suficiente para gastar esse mínimo. O meu desejo é que esse povinho acabe por ter de deitar fora metade do que comprou porque se estraga antes de ser consumido, espero que muitos alimentos fiquem fora de prazo e impróprios para consumo,  que os vinhos azedem, que os papeis sejam comidos pelas traças e pelos ratos, e que se não levaram uns pêros de outros gananciosos no próprio supermercado, sofram dores nas pernas, nos pés, nas costas pelas longas horas que passaram nas filas.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

COISAS QUE NÃO ENTENDO - Pequenos ridículos

Leggings – há imenso mulherio a usá-las com o “rabo de fora”, isto é, com camisolas ou camisas curtinhas que terminam na cintura, ou acima da cintura, que não cobrem o rabo. Mesmo quando as ‘leggings’ são totalmente ‘outwear’ (ou seja, são de malha grossa opaca, sem costuras nem reforços) e os rabos que as vestem bonitos, bem feitos, parece que se esqueceram de vestir a saia ou os calções mas... enfim...  Acontece que na maior parte dos casos é bem pior, os rabos são gordos, descaídos, feios, e as ‘leggings’ são totalmente ‘underwear’, pouco grossas, pouco opacas, com reforços, com costuras, autênticos ‘collants’ sem pés (o que por vezes nem se percebe, só se suspeita, já que a portadora usa botas ou botins). É tão deselegante e tão ridículo que dá mesmo vontade de ir dizer à mulher em questão que se esqueceu de vestir uma peça de roupa. E pelos olhares, dirigidos a estas (tristes) figuras, que observo em outros transeuntes, olhares de crítica, de escândalo, de escárnio, não sou a única a achar que se esqueceram de vestir uma peça de roupa...

Franjas tapa-olho – é uma moda entre os putos adolescentes, uma franja até à ponta do nariz “artisticamente” penteada para o lado, cobrindo metade da cara  e um olho. Dá para perceber que usam uma franja dessas a “kms” de distância pois muito antes de se ver a franja vê-se o tique comum a todos eles, inclinam a cabeça ligeiramente para a frente e para o lado oposto ao da franja e depois lançam-na para trás, para o lado da franja, com um movimento brusco. Acho que vão levar meses para se livrarem desse tique depois do momento em que decidirem eliminar a franja...

Unhas dos pés impecavelmente arranjadas e pintadas... dentro de sandálias de tirinhas totalmente abertas, expondo todo o pé, com calcanhares nojentos, cheios de calosidades, desidratados, com gretas e às vezes até sujidade. ???? não olham para a parte de trás dos pés? acham que as unhas pintadas são o bastante para ter os pés bonitos? Há muitos calcanhares, em exibição em sandálias, maltratados, com péssimo aspecto, mas quando as unhas estão, quando muito, apenas cortadas... é feio mas coerente, a pessoa não arranja os pés, limita-se a cortar as unhas. Agora quando as unhas são impecavelmente arranjadas, verniz incluído, como é possível deixar o resto do pé em mísero estado?

quinta-feira, 29 de março de 2012

COISAS QUE NÃO ENTENDO - Obras à toa

As notícias dos últimos dias sobre a derrocada de um piso num prédio na Arrentela, Seixal, deixam-me a pensar como é possível tanta estupidez e tanta falta de fiscalização (diga-se que, e aliás, só necessária por causa da tanta estupidez).
De acordo com o noticiado a derrocada aconteceu porque o andar inferior teve obras de remodelação nas quais foi demolida uma parede mestra, (obviamente, dados os resultados, sem a substituir por pilares e vigas que fizessem a mesma função). Depois uma festa de aniversário, que juntou uma dezena de pessoas na sala do piso de cima, ...fez o resto. E a sala de cima derrocou para a sala de baixo ferindo as pessoas que com ela caíram. Por sorte não estava ninguém na sala de baixo.
Estou convencida de que existem muitos prédios por todo o país com problemas idênticos. Há pessoas profundamente ignorantes e estúpidas e, pior ainda, convencidas de que são espertas e de que sabem tudo, que compram um apartamento em 2ª mão e tratam de fazer grandes remodelações à toa, sem licenças, sem projectos, sem cálculos, sem recorrer a arquitectos, nem a engenheiros, nem sequer a um mestre-de-obras digno do nome. Elas próprias se armam em arquitectos e engenheiros e mestres de obras, “vamos derrubar esta parede para juntar a sala com o quarto do lado e fazer um salão”. Como as câmaras municipais só fiscalizam as obras que pediram licença e as obras alvo de queixas, prédios com paredes mestras “fatiadas” num andar ou outro devem ser vários por aí. Eu própria conheço um caso em que moradores de outros pisos fizeram queixa duma obra precisamente porque perceberam que estava a ser demolida uma parede mestra. Essa obra foi parada e proibida de continuar naqueles moldes pela câmara que fiscalizou pós-queixa.
Só não há mais notícias sobre acidentes  iguais porque falta o outro ingrediente para o desastre, a festa do vizinho de cima. Mas algum dia cai um prédio inteiro, mesmo sem festa nenhuma, por ter paredes mestras “fatiadas” em vários pisos.

sexta-feira, 23 de março de 2012

COISAS QUE NÃO ENTENDO - o governo

O governo só pode estar a brincar com o país, ou é composto por uma cambada de incompetentes?!?!? Os dados da execução orçamental relativos a Fevereiro, que agora foram tornados públicos, são a prova. Então os senhores ministros estavam à espera de aumentar as receitas de impostos como IRS, imposto automóvel, imposto sobre o tabaco, porque aumentaram as taxas respectivas?????  Eu, que não sou ministro, nem tenho pretensões a ser, já tinha previsto que as receitas dos impostos iam diminuir apesar do aumento das taxas. Porque é ÓBVIO! Se há cada vez menos pessoas a receberem dinheiro do seu trabalho... lá se vai o IRS, se as pessoas recebem menos dinheiro, e os bens custam mais dinheiro, vão gastar o dinheiro que não têm a comprar automóveis para depois gastarem o dinheiro que não têm em combustível também cada vez mais caro? Vão gastar o dinheiro que não têm a comprar maior quantidade, ou a mesma quantidade que compravam, de tabaco, quando, ainda por cima,  o próprio estado/governo é esquizofrénico e espera arrecadar mais dinheiro com o imposto sobre o tabaco ao mesmo tempo que  dá cabo do juízo por todos os meios aos fumadores para deixarem de fumar???? E a ver vamos os resultados do IVA (a conhecer em Abril) que provavelmente não serão tão desfazados do orçamentado pelo governo como o automóvel e o do tabaco, já que as pessoas têm de continuar a comer, a gastar água, electricidade, etc., mas que também se está mesmo a ver, pela amostra de receitas de impostos agora conhecidas, que as receitas do IVA não vão ficar aquém do valor orçamentado. Ridículo é o mínimo que posso chamar a este orçamento, totalmente desfazado da realidade, os srs. ministros devem tê-lo preparado com base num qualquer país imaginário com pleno emprego e óptimos ordenados.